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domingo, 9 de junho de 2024

Concurso uma Aventura Literária - 6.ºE fica em 2.º lugar


Equipa do 6.º E recebe e 2.º prémio/Foto: Liliana Brites

Alunos do AEL, participantes na Aventura literária de 2024/Foto: Maria Santos

Os alunos do 6.ºE do Agrupamento de Escolas da Lousã, voltaram à capital, desta feita para receber o prémio respeitante ao 2º lugar do Concurso uma Aventura Literária 2024, modalidade Teatro na Rádio, promovido pela Editora Caminho/Leya e dinamizado na aula de Português.
A cerimónia teve lugar no Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII.
O grupo vencedor (Laura Maia, Leonor Filipe, Maria Inês Cortês, Maria Inês Pereira e Margarida Azevedo), subiu ao palco para receber das autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada os diplomas e vouchers Leya.
A turma teve ainda oportunidade de visitar os expositores da Feira do Livro, participar numa atividade da Câmara Municipal de Lisboa e sugerir às autoras a escrita de Uma Aventura da Serra da Lousã!

Liliana Brites, Docente de Português e Inglês

Equipa vencedora do 2.º lugar/Foto: Liliana Brites

Na feira do Livro / Foto: Liliana Brites



sexta-feira, 26 de abril de 2024

Luta pelo ambiente

Um super herói eu quero ser
Para o mundo poder salvar
A poluição vai desaparecer
E o planeta contente vai ficar

Para salvar o mundo
Vais ter de colaborar
Juntos unidos
O vamos consertar

Tantas maneiras de o fazer
Quais iremos escolher
Temos todos de pensar
Para podermos começar

Já é tempo de agir
As coisas vão ter de mudar
Nós somos a próxima geração
Vamos ter de lutar

O mundo está uma desgraça
Quase sem árvores ou animais
Um dia destes o oxigênio falta
E nós não temos muito mais


Ana Carolina Gonçalves, 6.ºF

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

O sonho de Natal da Elsa

Faltavam poucos dias para a noite de 24 de dezembro. Na sala, já tinha sido montado o presépio e o pinheiro estava enfeitado. A Elsa estava muito ansiosa com a chegada do Natal. Mais do que receber prendas, o seu maior desejo era ver o Pai Natal.
Como era pequenina e não sabia escrever, foi procurar uma folha e uma caneta e pediu à mãe para fazer a lista de presentes: uma boneca Nancy que dá beijinhos, um cãozinho de brincar que ladra e um livro sobre o Natal.
Nessa noite, a Elsa pediu à mãe que lhe contasse uma história sobre o nascimento, porque ela ia ter um irmão. A mãe contou a história do Menino Jesus e a Elsa percebeu que tinha muita sorte em ter casa, família, amigos e por receber presentes, na Noite de Natal. Terminada a história, a mãe deu-lhe um beijinho de boa noite e ela adormeceu.
Na Noite de Natal, a Elsa jantou, na sala, com a família. Comeu bacalhau com batatas e couve. Para sobremesa, escolheu uma fatia de Bolo Rainha, porque não gostava das frutas cristalizadas do Bolo-Rei.
Depois do jantar, como não parava quieta, o pai pediu à filha que fosse ver os bonecos, na televisão.
Entretanto, no jardim da vizinha, um bicho tinha feito um buraco na relva e o cão estava a ladrar muito.
Ao ouvir o cão a ladrar, a Elsa decidiu ir lá fora e, quando chegou ao jardim, viu um trenó tombado no chão e duas figuras que reconheceu. Sem pensar duas vezes, foi ter com o Pai e a Mãe Natal e perguntou o que acontecera.
O Pai Natal contou que estava a distribuir os presentes aos meninos e que, quando estava a passar junto da casa de Elsa, as renas se assustaram ao ouvir um cão ladrar. A Mãe Natal acrescentou que foi isso que fez tombar o trenó e que, por isso, seria difícil cumprir o desejo do Pai Natal de todas as crianças receberem um brinquedo.
Pensando que talvez os pais pudessem ajudar, a Elsa convidou o Pai e a Mãe Natal para a sua casa.
- Mãe e Pai, estas pessoas são a Mãe Natal e o Pai Natal! – explicou a Elsa.
- Muito gosto em conhecê-los! – disse o pai muito admirado.
- Igualmente! – acrescentou a mãe que ofereceu, prontamente, uma chávena de chocolate quente aos convidados.
O pai da Elsa telefonou a um carpinteiro que era seu amigo, pedindo-lhe que fosse lá a casa consertar o trenó, e, algum tempo depois, estava tudo pronto para o Pai e a Mãe Natal poderem partir.
Elsa correu para a cozinha, foi ao frigorífico, tirou algumas cenouras para as renas e voltou à sala.
- Pai e Mãe Natal, também vou receber um presente? – perguntou a Elsa envergonhada.
- Claro, Elsa, porque te portaste bem e nos convidaste para a tua casa! – esclareceu a Mãe Natal, enquanto o Pai Natal colocava os presentes debaixo da árvore.
Faltava pouco tempo para a meia-noite. A família revolveu ajudar o Pai Natal e entraram todos no trenó.
- Feliz Natal! – gritava a Elsa, lá de cima, ao passar nas casas com crianças.

Texto coletivo - “Clube de Escrita” – Biblioteca da EB n.º 1 da Lousã: Irina, Vitória, Kyara, Bianca, Laura, Érica, Erika, Matilde F., Ana Miguel, Letícia e Ana M. (2.º D); Carminho (2.º H); Júlia e Maria Inês (1.º C); Lara (1.º D); Matilde (4.º C); Carolina e Núria (3.º D).



quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Clube de Escrita: "A Dona Bruxinha"

Naquele dia, a Dona Bruxinha estava a fazer uma sopa de sapos para o jantar de Halloween.
Os sapos não estavam a gostar de estar dentro do caldeirão e saltaram para o chapéu da bruxa. A Dona Bruxinha ficou aflita, mas resolveu, de imediato, lançar um feitiço:
- PUM, CATRAPUM! Que os sapos teimosos sejam abóboras!
Logo as abóboras caíram no chão. Então, a Dona Bruxinha apanhou-as, colocou as abóboras sobre a mesa e afastou-se à procura de uma faca. Queria esculpir caras assustadoras para decorar a sua casa.
Nesse momento, apareceu a gata Mimi que resolveu pôr fim àquela brincadeira da Dona Bruxinha.
- Bruxinha má! – gritou Mimi. – Deixa os sapinhos em paz! Volta atrás com o teu feitiço.
A Dona Bruxinha não gostava de ver a gata Mimi zangada. Quando tal acontecia, Mimi arranhava-a. Lembrando-se disso, a Dona Bruxinha desfez o feitiço:
- PUM, CATRAPUM! Que as abóboras voltem a ser sapos!
Os sapos apareceram e fugiram.
Entretanto, a Dona Bruxinha foi buscar grilos e baratas para pôr na sopa. Quando esta ficou pronta, preparou um pratinho para a gata Mimi, que lambeu tudo, e fizeram as pazes.

Texto coletivo - “Clube de Escrita” – Biblioteca da EB Nº 1 da Lousã: Irina, Vitória, Kyara, Érica, Erika, Matilde F., Ana Miguel e Ana M. (2º D); Carminho (2º H)

sábado, 17 de junho de 2023

Participação do Agrupamento no 3º Concurso de escrita para canções – Canção à espera de palavras

 


Pela terceira vez consecutiva registamos a participação de turmas da EB Nº 2 da Lousã no desafio lançado pela Associação Portuguesa de Educação Musical. Os alunos das turmas A, B e C do 6.º Ano responderam com entusiasmo e criatividade ao projeto interdisciplinar que envolveu as disciplinas de Português, Educação Musical e Complemento à Educação Artística e integra os respetivos Planos de Trabalho de Turma e o Projeto Cultural de Escola (Plano Nacional das Artes) do ano letivo 2022/2023.
Cada uma das turmas, inspirada pelo tema “Sonhar”, em clima de alegria e empenho, criou um poema para o 3º Concurso de Escrita para Canções “Canção à espera de palavras”. Primeiro, ouvindo e ficando a conhecer a música que Rodrigo Leão criou para o efeito, a seguir, dando espaço à criatividade e à imaginação, explorando, experimentando e sentindo as palavras certas para juntar à melodia. Seguindo o regulamento, houve lugar ao ensaio da canção e à gravação. A candidatura foi feita com o registo áudio da interpretação realizada pelos seus autores. Todas as canções foram validadas e os participantes receberam o certificado de participação no 3º concurso de escrita de canções "Canção à espera de palavras".
Na passada terça-feira, foi entregue na Biblioteca Escolar da Escola Nº2 uma compilação das letras ilustradas pelos alunos, para memória futura, elaborada com a colaboração do ATL da Cáritas.
O projeto "Canção à espera de palavras" permitiu que cada um contribuísse para uma narrativa comum, cheia de amor e esperança num mundo melhor.

Maria Otília Fernandes, docente de Educação Musical

Teatro na aula de Português!

 Ato I

Cena 1


(Na sala B4, com as paredes cheias de desenhos, estão sentados, dois a dois, os alunos da turma D do 7º ano. Não fazendo barulho, ouvem a professora de Português que está em pé.)

Professora: Vamos ouvir a opinião do vosso colega, o João, sobre a obra que estudámos Leandro, Rei da Helíria. Quem é a autora?

Todos os alunos (em coro): Alice Vieira!

João (um pouco envergonhado): Na minha opinião, a leitura deste texto foi importante, pois fez-nos pensar em várias coisas que podem acontecer na vida! Como por exemplo, quando acreditamos em pessoas que não querem saber de nós, que são interesseiras e só nos querem mal! E descartamos as que nos querem realmente bem e não nos querem rebaixar.

Alguns alunos (em coro): Bem visto, João! Tiraste-nos as palavras da boca!

João (a rir): Parecem o Simplício! Não me interrompam! 

Este texto dá-nos uma lição de vida, que devemos guardar para sempre: não devemos deixar –nos levar por pessoas que falam muito bem de nós à nossa frente, que nos dizem só o que queremos ouvir! Devemos acreditar nas que nos dizem algumas verdades de que não gostamos. A essas, devíamos prestar mais atenção!  Há pessoas que com poucas palavras podem dizer-nos muitas coisas!

Alguns alunos (em coro): Bem pensado, João! Tiraste-nos as palavras da boca!

Professora: É verdade, meninos! As verdades, por vezes, custam ouvir! E as contrariedades também! A vida não é um mar de rosas!

Todos os alunos (a rir): «Stora», é uma metáfora, não é?

Um aluno (sempre muito atento aos horários): Está na hora!

Professora: Arrumem as coisas de Português! Uma janela tem de ficar aberta, para arejar a sala! Até quinta!

(Os alunos arrumam, levantam-se, tiram coisas das mochilas. Saem da sala, já de telemóvel na mão.)

                                                                        Escola Secundária da Lousã

                                                                               ( junho de 2023)

João H. , aluno do 7º D


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