Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de julho de 2024

PROGRAMA + CONTIGO

Mural EB1 programa +Contigo / Foto: Anabela Marques

No corrente ano letivo, o Agrupamento de Escolas da Lousã aderiu, mais uma vez, ao Programa + Contigo, no âmbito do projeto de Promoção e Educação para a Saúde, tendo o desafio sido abraçado pelas turmas A, B, D, E, F e H (de intervenção) e C e G (de controlo), do 8.º ano.
Este é um projeto de promoção da saúde mental e de competências socioemocionais, que tem como entidades promotoras a ARSC e a ESEnfC e como dinamizador o enfermeiro Cristiano Gonçalves (UCC Arouce). As sessões abrangeram momentos de diagnóstico/avaliação e abordaram temas como adolescência, autoestima, capacidade de resolução de problemas, expressão/gestão de emoções e fatores de risco. Os alunos puderam tirar dúvidas e compartilhar as suas experiências, criando um ambiente de apoio mútuo.
Com a colaboração dos alunos e docentes do Centro de Apoio à Aprendizagem da EB1 (SMA e UAM), foram criados e afixados 2 murais, na EB1 e na Escola Secundária, onde as turmas envolvidas registaram, no Dia + Contigo (13 junho), frases/palavras motivadoras no âmbito da saúde mental e bem-estar.
A intervenção a nível local contemplou, ainda, uma ação de formação acreditada, do CFAE - Nova Ágora, para docentes, e uma ação de sensibilização para encarregados de educação.
O AEL e, em particular, a equipa PES agradecem a todos os que contribuíram para a concretização deste projeto. Que as lições aprendidas ao longo do ano sejam levadas adiante, inspirando uma nova geração de alunos confiantes e empoderados!
Mural ESL programa +Contigo / Foto: Anabela Marques

Equipa PES

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Dia Mundial das Doenças Raras

 

Psicóloga Catarina Ribeiro/Foto: Maria do Carmo

Carla Sofia Dias apresenta o testemunho real/Foto: Maria do Carmo

No dia 20 de fevereiro e 3 de maio, no âmbito do Dia Mundial das Doenças Raras, foram realizadas duas atividades relacionadas com o tema da saúde e a Inclusão.
A primeira sessão contou com a participação e dinamização da psicóloga do SPO, Catarina Ribeiro, que a partir de um filme e uma apresentação fez o enquadramento do tema, levando os alunos a refletir, sensibilizando-os para a diferença, a solidariedade e a inclusão.
A segunda sessão, partiu da apresentação de uma história real, publicada no livro “Isa, cada sorriso uma conquista” e contada pela mãe Carla Sofia Dias. Realçamos colaboração desta, que tudo faz em prol do melhor para a sua filha e da sensibilização para este tipo de doenças.
Esta atividade foi levada a cabo pelas docentes da Unidade de Apoio à Multideficiência (UAM) e da Sala Mediadora de Aprendizagem (SMA).
As turmas que participaram foram o 2.º D, 5.º E e o 5.º F, ainda estiveram envolvidos alunos do 1.º D, 9.º G, 9.º F, 11.º A, 11.º C e 12.º B. De salientar a participação dos discentes que foram interventivos e tiveram a oportunidade de conhecer mais aprofundadamente a origem das doenças raras e um testemunho, de modo a que todos aprendamos a valorizar as diferenças a fim de quebrar as barreiras praticando o amor uns pelos outros.

Alunos participantes/Foto: Maria do Carmo

As docentes da Unidade de Apoio à Multideficiência (UAM), Fátima Pedroso, Maria do Carmo e Sandra Nunes

sexta-feira, 10 de maio de 2024

COMEMORAÇÃO DA SEMANA DA SAÚDE NO AEL

      Exposição da  BE _AEL/Foto: Anabela Marques  
Intervenção do SPO_ Como me sinto.... 
 Exposição da  BE _AEL
Foto: Anabela Marques       

As equipas do projeto de Promoção e Educação para a Saúde (PES) e de Estratégia de Educação para a Cidadania de Escola (EECE), do Agrupamento de Escolas da Lousã (AEL), promoveram a Semana da Saúde em contexto escolar no mês de abril, visando sensibilizar e educar para a importância dos cuidados de saúde e de estilos de vida saudáveis.
Neste âmbito, foram dinamizadas, nos vários estabelecimentos de ensino, diversas atividades e campanhas educativas voltadas para a prevenção e promoção da saúde em todas as suas dimensões, levadas a cabo por diferentes parceiros (UCC Arouce, Farmácia Serrano, psicólogos do SPO, fisioterapeuta do CRI/ARCIL, Bibliotecas Escolares, Espaço J, ATL da Cáritas Diocesana de Coimbra, ATL/TEMPLI da ARCIL, Rádio Serranitos e docentes de Educação Musical, entre outros). Contamos com apresentações informativas, motivacionais, de sensibilização ou interativas sobre as mais variadas temáticas e com rastreios, atividades físicas, momentos musicais e de dança, jogos, sessões de leitura, exposições, entre outras atividades.
Este evento levou cada um a refletir sobre a sua saúde e a procurar maneiras de cuidar melhor de si mesmo. Foi uma semana repleta de conhecimento, troca de experiências e motivação para adotar hábitos saudáveis no nosso dia a dia.
As equipas do PES e de EECE agradecem a todos os profissionais envolvidos, que uniram esforços em prol dos nossos alunos, e às crianças e jovens do AEL que aderiram com entusiasmo a esta iniciativa, contribuindo, assim, para o sucesso da mesma.

Sessão Educação Postural em Contexto Escolar_ Fisioterapeuta (CRI-ARCIL) 
Foto: Anabela Marques

Sessão - A saúde da nossa pele_ Farmácia Serrano
Foto: Anabela Marques

Anabela Marques, Coordenadora do projeto PES


quarta-feira, 8 de novembro de 2023

PROJETO PES DO AEL GANHA LOGÓTIPO

 Logótipo vencedor do Projeto PES
Foto: Anabela Marques

No ano letivo de 2022-23, em busca de um logótipo representativo do projeto de Promoção e Educação para a Saúde (PES) do AEL, a respetiva equipa desafiou alunos do 8.º ano a apresentarem propostas para o mesmo, dando asas à sua imaginação.
A atividade envolveu a turma do 8º G e foi levada a cabo pela professora de EV Luísa Miranda, que aceitou colaborar, orientando os seus alunos no decorrer da tarefa, estimulando a criatividade e a sensibilidade estética dos mesmos.
Esta iniciativa contou, ainda, com a participação da coordenadora do PES Anabela Marques e das docentes Paula Barata e Elsa Costa, enquanto júri. Os logótipos foram analisados tendo em conta a criatividade, a qualidade estética, a adequação ao tema “Saúde”, a legibilidade e boa visibilidade em ambientes digitais e a boa capacidade de reprodução gráfica.
Foi, então, decidido, por unanimidade, atribuir o primeiro lugar ao trabalho da aluna Luana Simões, que recebeu como prémio, no início deste ano letivo, um livro e canetas oferecidas pela Porto Editora. É de salientar que o logótipo vencedor será incluído em documentos orientadores/pedagógicos, seja em suporte de papel ou digital.
Um grande bem-haja à docente Luísa Miranda e a todos os participantes da turma do 8.º G, em especial à aluna vencedora, que nos presenteou com um logótipo original, atraente e marcante. Mais um excelente trabalho dos nossos alunos, que estão novamente de parabéns pelos seus contributos em contexto escolar!

A equipa do projeto PES
Entrega do prémio à vencedora do concurso
Foto: Paula Barata

terça-feira, 24 de outubro de 2023

UBUNTU assinala Dia Mundial da Saúde Mental

Alunos do Clube Ubuntu apresentam o "Monstro das Cores" ao 1.ºD      
Foto: Catarina Ribeiro

Continuando a levar aos nossos alunos a filosofia Ubuntu, baseada na ética do cuidado, na construção de pontes e na liderança servidora, para assim trabalharem as suas competências socioemocionais, a Escola Básica N.º1 (EB1) e a Escola Básica N.º2 (EB2) assinalaram, no passado dia 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental.
Neste âmbito, os alunos do Clube Ubuntu e a psicóloga Catarina Ribeiro exploraram o livro “O Monstro da Cores” com os alunos do 1.ºD da EB1. Os alunos aprenderam a identificar as emoções que sentem no dia a dia. Nesta história, cada monstro representa uma cor associada a uma emoção. Juntos refletiram sobre como podem controlar as suas emoções, nomeadamente em contexto escolar. Cada aluno escolheu o “monstro da sua emoção” e desenhou-o para partilhar com o grupo/turma. A atividade revelou-se muito enriquecedora e foi recebida de forma entusiasta pelos alunos, que colaboraram com motivação ao longo da mesma. Os alunos mostraram que esta dinâmica os sensibilizou para o dia a dia e que os preparou para a gestão das suas emoções - cuidar de si mesmos, em primeiro lugar, para, então, serem capazes de se relacionarem saudavelmente com os outros!
Na EB2, numa abordagem às danças do mundo, foi dinamizada pelos educadores Ubuntu, com os alunos do 3.º A, a dança tradicional francesa “Chapelloise”, que contribuiu para o seu bem-estar. Foi em ambiente de alegria e convívio que se assinalou esta data.
A Saúde Mental é um direito universal!

Eu sou porque tu és, uma filosofia que os africanos oferecem a todo o mundo.

Equipa Ubuntu

Desenho do "Monstro da Cores", que demostra a uma emoção no 1ºD
Foto: Catarina Ribeiro

Dança tradicional francesa “Chapelloise”, com o 3ºA           
Foto: Otília Fernandes                                                            

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Projeto Eco-Escolas "Receitas sustentáveis têm tradição" - Migas de feijão-frade


INGREDIENTES

400 g de feijão-frade (cozido e escorrido)
200 g de couve-galega
200 g de broa de milho
5 colheres de sopa de azeite
4 dentes de alho
Sumo de ½ limão
½ colher de chá de sal
¼ colher de chá de pimenta preta

PREPARAÇÃO

Numa frigideira grande ou wook, em lume médio-forte, coloque 1 colher de sopa de azeite e os dentes de alho picados. Pouco depois, para o alho não queimar, adicione a couve cortada muito finamente (ou, em alternativa, pode comprar a couve para caldo-verde, já cortada). Deixe a couve saltear 2-3 minutos.
Entretanto, coloque a broa em pedaços num processador de alimentos ou picadora e triture até ficar em pedaços pequenos, ou em alternativa, desfaça a broa com as mãos. Adicione à couve o feijão já cozido e escorrido, assim como a broa. Junte ainda o restante azeite, sumo de limão, sal e pimenta preta. Mexa todos os ingredientes e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos.

Sugestão: Sirva com brócolos assados no forno e batata a murro, peixe frito, carne grelhada ou cozida.


O que aprendi…

Após a recolha de informações com a minha avó materna, percebi que as migas que muitas vezes como em casa dela já acompanham a minha família ao longo dos anos e que é uma receita antiga que passou de geração em geração.

As minhas avós tinham campos de cultivo de onde colhiam o que comiam e, muitas vezes, iam para a lavoura todo o dia e acabavam por almoçar nas terras, pelo que preparavam o almoço com antecedência e levavam-no para os terrenos de cultivo para que o tempo não lhes faltasse na apanha das batatas, no semear do milho, na plantação das couves ou na apanha da azeitona.
Como tinham animais do campo, tinham sempre de ter couves para os alimentar, daí este vegetal ser sempre um alimento presente na nossa mesa, tal como o feijão que era semeado com o semeador, com burros e arados ou à mão.
A sustentabilidade era conseguida através do cultivo do feijão, do milho, das couves e das batatas nos próprios quintais.
Com o milho faziam farinha para depois terem para uso doméstico, tal como para cozer a broa em casa nos fornos de barro aquecidos a lenha.
Assim sendo, as migas eram um prato que estava sempre acessível e que servia de sustento acompanhado por peixe frito ou carne, ou até como prato principal.
Hoje em dia, a minha família já não cultiva alimentos e temos de adquirir os produtos em mercados ou supermercados, tal como o modo de confeção também é diferente, pois agora é feito em frigideiras ou Wook e em tempos passados era em tachos de esmalte para ir ao lume. Para além disso, presentemente, já não fazemos das migas o prato principal mas sim um acompanhamento.

Maria Carvalho, aluna do 6ºF

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Saúde mental dos jovens

Entrevista

“As pessoas ficaram mais isoladas durante a pandemia e
acho que isso as deixou, em geral, mais tristes. Notei muito isso”

“Sempre, desde pequeno, quis trabalhar
nesta área”

Pedro Tiago, psicólogo do Agrupamento de Escolas da Lousã

Nos últimos tempos, tem-se colocado muito a questão de como está a saúde mental dos jovens, em geral. A pandemia contribuiu fortemente para agravar ainda mais essa situação. Uma pesquisa realizada pela BBC News diz que mais de metade dos jovens (52%) de 16 anos que participaram na pesquisa sentiram que a sua saúde mental e emocional piorou após a pandemia.
Fomos falar com o psicólogo da escola, Pedro Tiago, para pedir a sua opinião sobre o assunto.

Que impacto acha que teve a pandemia na saúde mental das pessoas, em geral?
Acho que teve um impacto muito negativo no que toca a este assunto, pois as pessoas ficaram mais isoladas e perderam aquele estímulo de socialização relativamente a quando iam presencialmente à escola, ao trabalho, etc…

O que o estimula a continuar a fazer o que faz?
O que me deixa feliz a fazer o que faço é saber que consegui ajudar uma pessoa através das minhas palavras e conselhos. É algo muito gratificante.

Como é que lida com todos os casos particulares dos seus pacientes?
Lido com bastante entusiasmo, pois sei que estou a ajudar alguém, encaro-o como um desafio, mas, claro, por vezes, perturba-me e preocupa-me, a ponto de levar o assunto para casa.

Acha que é um trabalho muito desgastante?
Considero que sim, visto que penso nas situações por muito tempo, muitas vezes fora da hora de trabalho. Não é fácil desligar-me das pessoas e dos seus problemas, chegar a casa e desligar completamente.

Sempre sonhou trabalhar como psicólogo?
Sempre, desde pequeno, sonhei em trabalhar nesta área. Por vezes divergi um pouco, mas sempre dentro deste mesmo âmbito.

8.ºA

Doenças mentais

Entrevista realizada ao psicólogo da Escola Secundária da Lousã, Dr. Pedro Tiago

As doenças mentais são condições de saúde que geram várias mudanças nas nossas emoções, pensamentos e comportamentos. Estas doenças, normalmente, estão ligadas a traumas e problemas diversos. As doenças mais graves, mentalmente, são: a depressão, o transtorno efetivo bipolar, o alcoolismo, a esquizofrenia e T.O.C. (de acordo com psiquiatras e psicólogos).

Maria – Qual é o papel do psicólogo na sociedade?
Dr. Pedro Tiago – O papel do psicólogo na sociedade terá muito a ver com a prevenção a nível da saúde mental: na prevenção dos riscos e das patologias que possam ter a ver com a saúde mental e no tratamento das mesmas. É um papel de prevenção e tratamento. É um papel muito importante porque, na condição humana, todos nós precisamos de algum tipo de apoio, a dada altura das nossas vidas, e um psicólogo pode ajudar nesse aspeto, se bem que não há bons psicólogos, existem, sim, bons pacientes.

Maria – Quais são as doenças psicológicas mais comuns?
Dr. Pedro Tiago – É assim: em contexto escolar ou duma forma mais generalista?
Maria – Em geral.
Dr. Pedro Tiago - A depressão é uma doença muito incapacitante e muito comum, nós, na nossa sociedade ocidental, o normal é estarmos em estado depressivo. Porquê? Porque ficamos tristes e angustiados sempre que perdemos alguma coisa que é importante para nós. Pode ser um fiel companheiro, como um animal, pode ser um ente querido, um amigo, uma relação de amor ou de amizade, mudar o sítio onde vivemos…
Quase sempre, quando perdemos uma coisa de que gostamos, ficamos tristes, e assim a depressão acompanha-nos sempre. Agora, ela só é exatamente depressão e doença quando não nos permite ter uma vida normal. A depressão e a ansiedade, que é um transtorno emocional, também nos acompanham sempre, como uma sombra. Estas são as doenças mais comuns, dentro do quadro, assim como a doença bipolar, que tem muito a ver com os comportamentos obsessivos compulsivos, em que, durante um período de tempo, estamos eufóricos e fazemos uma data de asneiras, e no outro, estamos depressivos. Ou seja, vivemos entre os dois lineares: entre o eufórico e o completamente deprimido. Infelizmente, cada vez mais, a nível da doença mental, existe a psicose e o funcionamento além do borderline. Mas sim, são essas as doenças mais frequentes, mas eu diria que a mais comum é a depressão. Dentro da depressão, há várias ramificações, se ela é “major” ou não é, mas isso tem a ver com o grau de incapacidade que causa nas pessoas.

Maria – Devemos falar sobre saúde mental nas escolas ou continua a ser um estigma social?
Dr. Pedro Tiago – Não é tanto como era há uns anos, a nível do preconceito e do estigma social. Devemos falar muito da doença mental porque ela existe. Infelizmente, após dois anos de Covid, muitas coisas que estavam escondidas, e que provavelmente só mais tarde se iriam manifestar no vosso desenvolvimento enquanto pessoas, começaram a aparecer cada vez mais cedo, sinais de maior dificuldade de adaptação na relação com o meio e com os pares, com os colegas. E, sim, deve-se falar porque ela, infelizmente, está presente e, muitas vezes, só se manifesta, por ser desvalorizada, quando as pessoas estão num estado já muito debilitado. Portanto, sim, devemos falar, existe estigma ainda, mas cada vez menos se diz que a psicologia é para os “maluquinhos”, para quem é doido. Ainda estamos a anos-luz do que se passa noutros países, a saúde mental não é privilegiada de todo, a saúde propriamente dita. Quando existe uma patologia de ordem física ou orgânica e uma pessoa vai ao hospital, existem medicamentos para tal. As pessoas continuam a achar que é muito mais incapacitante uma dor numa perna do que uma depressão, quando é exatamente o contrário, a doença mental pode ser muito mais limitativa no bem-estar da pessoa do que uma dor física, e também toda a violência psicológica, muitas vezes, afeta mais um indivíduo do que a violência física, desde que não seja extrema.

Maria – A situação pandémica que se viveu agravou a saúde mental? Quais os cuidados que foram prestados?
Dr. Pedro Tiago – Infelizmente, devido à pandemia, muito do acompanhamento terapêutico que se fazia, começou a ser feito online, se bem que algumas pessoas não perderam este tipo de apoio, mas é totalmente diferente falar presencialmente e através de uma câmara porque não se percebe o comportamento da pessoa e perde-se na relação terapêutica. Tal como eu disse anteriormente, foram evidenciados problemas que, mais cedo ou mais tarde, se iriam revelar e que, devido à pandemia, surgiram mais cedo, quer nos jovens quer nos adultos. Houve pessoas que começaram a funcionar de uma forma mais desorganizada, com muitos medos, muitas fobias, muita ansiedade, relativamente à higiene, à sua integridade física, ao medo de ser infetado, ou seja, quem já tinha uma predisposição relativamente a questões do foro mental viu a sua condição agravada. Imagina: uma depressão que estava camuflada pode ter catalisado, ter aparecido, duma forma mais evidente. Por exemplo, há cada vez maior manifestação ao nível de ataques de pânico em escola, em contexto escolar, há alunos que, devido à ansiedade de desempenho, sempre que têm uma avaliação ou uma ameaça futura que não conseguem definir, guardam tanto para eles aquele alarme, aquela preocupação, que o corpo acaba por manifestar-se com ataques de pânico ou a nível psicossomático, uma manifestação que pode ser física, como a perda de apetite ou a alopécia, que é a perda de cabelo. A nível comportamental, as pessoas cada vez mais andam dum lado para o outro, roem as unhas. A nível social dão-se cada vez menos umas com as outras. A nível cognitivo, encontramos as perdas de memória e o negativismo, pois as pessoas estão sempre a pensar no pior porque a verdade é que, nesta pandemia, muitas pessoas perderam pessoas próximas e pensaram no seu próprio fim, na possibilidade de morrerem, e não estavam preparadas para esta realidade.

Maria – Qual é a importância dum psicólogo ou de um psiquiatra nas escolas
Dr. Pedro Tiago – Muito grande. Na nossa escola, felizmente, o psicólogo não trabalha só com alunos, todos nós, enquanto pessoas, precisamos ou podemos vir a precisar de alguma orientação ou de algum suporte. A vida é difícil, nem todos os dias são bons, às vezes, precisamos de alguém para conversar e para nos ouvir e, infelizmente, há muitas pessoas que estão sozinhas. Nós, na nossa escola, trabalhamos com os assistentes operacionais, com os docentes e com os alunos. E os psicólogos também precisam de psicólogos. Em contexto escolar, é uma mais-valia porque, cada vez menos, são as questões do comportamento que nos preocupam e, cada vez mais, são as questões que têm a ver com a saúde mental dos alunos e de todas as pessoas que fazem parte do contexto escolar que mais importância têm.

Maria – Que tipo de terapias são mais solicitadas pelos doentes?
Dr. Pedro Tiago – É assim, eles não vêm propriamente à procura, eles não sabem, porque existem várias correntes no âmbito da psicologia, a nível do tratamento e na forma como são trabalhados diversos assuntos. Passa muito pela capacidade reflexiva que o psicólogo tem de dar a quem entra, à procura de ajuda, o entendimento de que tem de fazer algumas mudanças na sua vida, se não, as coisas não vão acontecer, se não mudar, acontece sempre o mesmo resultado. O grande processo desta ajuda passa pela ajuda do próprio, ou seja, nós temos de aprender a gostar de nós, com as nossas virtudes, os nossos defeitos, a perceção de que não somos melhores nem piores que os outros, mas, de certeza, seremos mais felizes se formos nossos amigos.

sábado, 10 de dezembro de 2022

Desenvolvimento Mindfulness no Agrupamento de Escolas da Lousã


O Programa de Mindfulness Crescer Feliz na Escola, da Equipa Multidisciplinar da Câmara Municipal da Lousã, está a desenvolver sessões semanais com 10 turmas de 1º CEB do Agrupamento de Escolas da Lousã desde o dia 02 de novembro de 2022, no presente ano letivo.
Nestas primeiras sessões, os alunos tiveram a oportunidade de contactar, através de experiências sensoriais, com práticas de Mindfulness – Atenção Plena – em contexto educativo. As crianças foram convidadas a parar no meio do dia-a-dia agitado, para encontrarem um lugar quieto e silencioso que existe dentro de cada um de nós quando estamos focados, conscientes e estáveis mental e emocionalmente.
Através de exercícios e jogos, despertamos a atenção para os detalhes das suas experiências, aprendendo a valorizar “pequenos” momentos agradáveis.
Uma vez que a criança é naturalmente ativa, estamos a trazer a consciência ao corpo, aprendendo a descontrair e a libertar tensões físicas para pensar e se concentrar com maior clareza, além de fomentar o bem-estar e a saúde física, mental e emocional.
As crianças ainda terão a oportunidade de participar em Sessões Família – Pais & Filhos mensalmente de dezembro/2022 a maio/2023, na Biblioteca Municipal Comendador Montenegro. Inscrições em:


Os pais e encarregados de educação também terão um momento especial de introdução e de prática de Mindfulness no âmbito da parentalidade. A sessão será no dia 30 de janeiro de 2023. As inscrições devem ser realizadas aqui:


O Projeto de Mindfulness – Programa Crescer Feliz na Escola – Meditar e Relaxar para Concentrar, da Equipa Multidisciplinar da Câmara Municipal da Lousã é desenvolvido no âmbito do Plano Intermunicipal de Prevenção do Abandono Escolar e Promoção do Sucesso Educativo da Região de Coimbra. A Equipa Multidisciplinar é cofinanciada pelo CENTRO 2020, Quadro Portugal 2020 e tem o apoio da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra através do projeto Realiza-te.

Agrupamento de Escolas da Lousã

terça-feira, 21 de junho de 2022

Caminhar(TE) em Sintonia faz bem ao coração

 


Alunos do 3º B da Escola Básica Nº 2 da Lousã

No dia 31 de maio, pelas 10 horas e 30 minutos, os alunos, professores e assistentes operacionais da Escola Nº 2, da Lousã, realizaram a atividade designada Caminhar(TE) em Sintonia faz bem ao coração, no espaço exterior à escola.
Inicialmente, foi feita a divulgação do evento à comunidade educativa e recolhidas tampinhas para “pagamento” da inscrição dos alunos. No dia da atividade, os intervenientes realizaram uma caminhada pelo recinto escolar, que terminou com um momento musical dinamizado pelos alunos do 2º ciclo e orientado pelas professoras Maria do Céu Dias e Otília Fernandes.
Esta atividade foi promovida pela equipa do Projeto de Promoção da Educação para a Saúde da Escola Básica Nº 2 da Lousã, no âmbito do Mês do Coração, em articulação com o Projeto Arte em Sintonia, que este ano apoia a causa O Sorriso do Afonso.
O evento decorreu conforme o planeado, tendo os alunos participantes vivenciado mais um gesto de cidadania nesta escola.

Agora o "Ecos de Cá" está em https://true.publico.pt/ecos-de-ca

 https://true.publico.pt/ecos-de-ca O Ecos de Cá mudou de casa. Descobre mais notícias em  https://true.publico.pt/ecos-de-ca