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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Jovens Jornalistas

Benedita Coelho e Maria Santos, Jovens Jornalistas
Foto: Eugénia Pardal
O 3° Encontro Nacional de Jovens Jornalistas ocorreu de 9 a 11 de abril, em Ponte de Lima e teve a organização do Jornal O Público. Quando soubemos do convite ficamos ambas muito entusiasmadas pela oportunidade de partilha de conhecimentos, de os aprimorar e de conhecer novas pessoas.
Ficamos alojadas no centro educativo de Ponte de Lima e tivemos oportunidade de participar em diferentes workshops, tais como Podcast e escrita de notícias. Também fizemos caminhadas e participamos num desafio chamado Aventura Digital no Rio do Esquecimento, tendo o nosso grupo ficado em primeiro lugar.
Só temos a apontar duas coisas negativas sobre o encontro: ser pouco tempo e a agenda ser muito apertada.
Foi uma experiência única, na nossa formação, para além de ter sido muito divertido. Ficamos também com o bichinho do jornalismo e quem sabe um dia ser uma área a ponderar no futuro.

Benedita Coelho, 7.º E e Maria Santos, 7.ºG

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

NÃO SE FAZEM OMOLETAS SEM OVOS!

 Para quem não me conhece, prezo ser uma pessoa que diz o que pensa, com tudo o que isso tem de bom e de mau. E é isso que quero fazer com estas letras em período de Natal e de final de ano.
Não faz muitos dias que uma pessoa, que muito prezo e com responsabilidades na Lousã, me disse que eu tinha muita sorte com a minha turma e os meus pais (e mães, claro). É bem verdade! Os meus alunos e pais são “The Best”!.
Não digo isto para engraxar, nem para ficar bem vista, tenho factos:
- Há campanhas de recolha de alimentos – a turma participa em grande;
- Proposta de atividades - os pais propõem recolher brinquedos dos seus filhos para doar;
- Sai o cabaz de Natal a uma mãe – de imediato partilha que o vai doar a uma senhora que conhece em Coimbra e que necessita;
- Há recolha de cuecas para juntar a vestidos para enviar para África – a turma participa,
- Sabem que algo aconteceu a uma pessoa das relações da maioria dos pais e crianças – mobilizam-se e juntam um cabaz de Natal para lhe oferecer;
- A mãe de uma criança da turma partiu uma perna e não tem uma rede de apoio que lhe permita ir buscar a criança à escola – fazem uma escala e cada dia a criança vai de boleia com um colega para casa.
Isto só nestes 3 meses… festas de anos, desde o ano passado que a maioria dos alunos convida a turma toda para o seu aniversário.
Apesar de, por vezes, haver alguns conflitos (qual é a casa onde não os há?!), quando acontece algo a algum dos alunos, logo a notícia se espalha, vão todos ver o que se passa e defender o colega. E isto só acontece com as crianças, porque acontece com os adultos. De facto, é em casa que tudo começa! Estas crianças só são como são, porque os seus pais são como são!

Obrigada, por eu estar a fazer parte das vossas vidas e por estarem a fazer a minha vida mais feliz!
Juntos somos mais fortes! Lembram-se?
VIVA O 2ºB!

Sílvia Carrilho, professora do 1.º Ciclo


Dia mundial da Filosofia - textos de opinião sobre a guerra entre Israel e o Hamas

Neste preciso momento, encontramo-nos perante a presença de um conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
É importante referir que esta guerra tem um passado histórico-geográfico. É um conflito que decorre há mais de 50 anos.
Refletindo sobre a situação atual, existem soluções, porém todas possuem as suas consequências.
Antes de referirmos soluções, é essencial ressaltar que caso os Israelitas ataquem, o Hamas irá executar os reféns e, caso o Hamas ataque, os Israelitas bombardearão Gaza. De qualquer modo, seria “menos catastrófico” executar os reféns, pois o seu sofrimento é lento e agoniante, embora este dado seja relativo e até injusto.
A melhor solução seria um acordo de paz. No entanto, o momento de tréguas foi dado como terminado. Além disso, é citado no texto “A Guerra entre Israel e o Hamas tornou-se “A Escolha de Sofia”, sendo citada a seguinte frase: “… como se pode confiar num inimigo que matou tão alegremente civis?”. Com base nesta citação, podemos concluir que seria difícil ambos os lados confiarem um no outro, depois de todas as atitudes desumanas cometidas por ambas as partes para com as populações.
Em suma, acreditam que existe uma solução eficaz? E se sim, qual seria?
A nosso ver, não existe uma solução totalmente eficiente e justa, dado que é improvável moldar uma vontade perfeita de paz entre estes países, não só devido à atualidade, como também ao seu passado. Mas, não podemos desistir.

Catarina Lemos, Sara Nascimento, Madalena Carvalho, Ana Correia, Rita Silva, alunas do 10ºC



O dilema de atacar Gaza. Um utilitarista poderia argumentar que este ataque é justificado, pois sacrificar algumas vidas para salvar muitas futuras vítimas seria o caminho a ser seguido. No entanto, a guerra não é uma experiência e as consequências a longo prazo são imprevisíveis. Matar um combatente do Hamas pode inspirar mais pessoas a pegar em armas contra Israel, além de existir o risco de falha no ataque, resultando na morte de soldados israelitas e reféns.
Por outro lado, a falta de ação pode encorajar o Hamas a reagrupar-se e aumentar a barbárie dos seus ataques. Surge então a questão de se podemos confiar num inimigo que cometeu atos tão cruéis contra civis. A resposta a esta questão não é fácil.
A sugestão de conversações de paz surge como uma alternativa, mas a desconfiança mútua entre as partes torna essa abordagem desafiadora. A barbaridade passada do Hamas dificulta a confiança num inimigo disposto a assassinar civis. O dilema de responder à violência com violência é abordado, alertando para a possibilidade de redução do conflito a um ciclo de retaliação.
A falta de uma resposta clara é ressaltada, pondo em causa a angústia existencial. A referência a Sartre destaca a ausência de diretrizes definidas sobre como agir. A barbárie é rejeitada como resposta, mas a incerteza sobre a resposta certa persiste.
Em conclusão, o texto resume a profunda complexidade do conflito Israel-Hamas, apelando à reflexão sobre a ausência de orientações morais claras em circunstâncias tão terríveis.

Débora Pires, Lara Duarte, Maria Ferreira e Natacha Gutbub, alunas do 11ºE



A disputa de territórios entre Israel e Palestina não é recente. Milhares de pessoas inocentes já foram mortas ou feridas devido a esta discordância. Este conflito já dura há cerca de 70 anos. Um dilema que se coloca neste âmbito é: “Devem os israelitas atacar Gaza sabendo que crianças palestinianas morrerão e que o Hamas executará reféns um a um se o fizerem?”. Em semelhança com a “Escolha de Sofia”, este dilema parece não ter um resultado “menos mau”, pois acabam por existir sempre sacrifícios que é necessário fazer. Não existe uma resposta correta. Matar um combatente do Hamas poderá inspirar mais dez a vingar-se contra Israel. Existe o risco de os soldados israelitas acabarem por ser todos mortos juntamente com os reféns. Mas a inação é também uma escolha, e esta pode encorajar o Hamas a prosseguir e dar-lhes tempo de se reagruparem e planear novos ataques. O problema é que, por muito que a sociedade queira, a guerra não é e nunca será uma experiência mental. Parece que, por muitas voltas que dermos, obtemos sempre respostas erradas. Até que ponto é moralmente certo matar uma pessoa para salvar duas? Porque, apesar de parecer correto de início, continuamos a falar sobre matar alguém. Existem sempre argumentos extremamente fortes de ambos os lados. Como é que se consegue realizar tal escolha? 


Leonor, Lia, Jorge, alunos do 11º E




O dilema de atacar Gaza é um problema antigo, mas as questões continuam bastante atuais e problemáticas. Apresentadas como facas de 2 gumes, vemo-nos por vezes em dificuldade de escolha entre várias opções, enfrentando opiniões e cenários diferentes para cada uma delas. O texto, ao procurar responder ao dilema, levanta questões pertinentes sobre o mesmo, obrigando a uma pesquisa e reflexão mais profunda.

Para a resolução do problema não existe uma resposta 100% correta e, apesar de existirem tentativas de resposta incorretas, não é possível apresentar uma que seja mora e eticamente inatacável, sendo ainda mais difícil tomar decisões no calor do momento.

Como tentativa de resposta a uma pergunta do texto, devia haver uma tentativa de um acordo de paz, mas não acreditamos que possamos confiar no posso inimigo, pois sabemos das barbáries que são capazes de fazer para obterem o que querem, colocando em causa a viabilidade do tratado. 

Embora não exista uma escolha correta, iniciar uma guerra, bombardeando o inimigo, não será a melhor escolha a se fazer. Para além de matar milhares, existem escolhas menos más que podem ser feitas. Estas escolhas terão sempre consequências negativas, não havendo uma que seja totalmente inócua, mas podem atenuar o caos e a perda. 

Para nós a melhor escolha é defender-se em vez de atacar. Não provoca mais danos do que os necessários, sendo, para nós, a menos incorreta, tanto moral como eticamente. Um acordo de paz poderá ser buscado, não sendo, porém, totalmente viável, visto que será difícil ter confiança naqueles que são nossos inimigos.


Sofia Mourão, Joana Quatorze, Maria Ana Rodrigues, alunas do 11º D




Atualmente, no Médio Oriente, decorre um conflito entre Israel e o Hamas. Começou quando o Hamas atacou Israel, o que resultou na morte de vários civis israelitas, em áreas residenciais, e as forças israelitas criaram um cerco à Faixa de Gaza, e também atacaram essa região com mísseis, resultando na morte de muitos civis palestinianos. Podemos aferir que esses ataques podem ser em áreas urbanizadas ou uma forma de “diminuir” os representantes do grupo Hamas. Será que a solução passará por conversações de paz ou por um acordo entre forças terroristas?
O problema deste conflito, é que nós ou escolhemos um lado ou o outro, ou podemos dizer qual é que é o pior lado da moeda, o Hamas ou Israel.
Mas afinal porque é que este conflito está a decorrer? Estamos no século XXI e eventos como este são inexplicáveis e imorais, ambos os lados estão errados. E qual é a função da ONU, neste caso? Lutar pela paz com base em acordos mútuos entre os envolvidos, dando um território justo a Israel e outro à Palestina? O problema é que o Hamas vai estar nestas conversações de forma direta ou indireta, já que este grupo criado pelo Irão, pretende ter uma luta armada contra Israel, porém acordos entre “os dois lados da moeda” podem dar errado pelos motivos acima encontrados, mas nunca é impossível.
Concluindo, um conflito desta dimensão, numa região tão importante, afeta a economia global, ambos os lados estão errados, adicionando que é completamente incompreensível, mas não são só eles, o Reino Unido também está de alguma forma relacionado com este conflito e também a ONU. A barbaridade não é resposta, mas a resposta é complexa e difícil de ser encontrada.

Tiago Almeida, David Birta, Paulo Potapov, Rodrigo Viegas, alunos do 11º E

sábado, 2 de dezembro de 2023

Regime Democrático

Tendo raízes na antiga Grécia, principalmente em Atenas, os regimes democráticos foram evoluindo e a democracia é um dos sistemas políticos mais prevalentes e influentes no mundo atual, sendo também o regime que apresenta melhores resultados.
Em democracia, o poder político emana do povo e os cidadãos têm o direito de escolher os seus líderes e de participar na tomada de decisões; todas as pessoas, incluindo governantes e cidadãos, estão sujeitas à lei, garantindo-se, supostamente, a justiça e a igualdade perante a mesma. Os regimes democráticos protegem os Direitos Humanos, individuais e coletivos, bem como a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, direitos civis, entre outros. Todos estes aspetos constituem vantagens que tendem a gerar melhores condições de vida.
Apesar das referidas vantagens, há a considerar também algumas desvantagens, que se impõem como desafios: a corrupção, por exemplo, pode minar a confiança na democracia, enfraquecendo a integridade das instituições; a polarização extrema da política pode levar à paralisia governamental e à incapacidade de alcançar consenso; a disseminação de notícias falsas e a manipulação da informação podem distorcer o debate público e influenciar as eleições.
São considerados importantes os factos da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 enfatizar a importância da democracia na promoção dos direitos humanos e da democracia assumir muitas formas, desde a democracia direta, onde os cidadãos votam diretamente em questões, à democracia representativa, onde os cidadãos elegem representantes para tomar decisões em seu nome.
São exemplos práticos: os Estados Unidos, uma democracia representativa de um sistema de governo federal; a Alemanha, uma democracia parlamentar com um sistema multipartidário, e a Suíça, uma democracia direta, onde os cidadãos votam frequentemente em referendos para tomar decisões importantes.
A meu ver, apesar das diferenças de país para país, a perfeição global será sempre uma “utopia” e os desafios contemporâneos exigem vigilância constante para proteger e fortalecer a democracia em todo o mundo. A democracia é um sistema político complexo, mas fundamental para a proteção dos direitos individuais, o desenvolvimento das nações e a promoção da paz global.

Vitória Almeida, aluna do 10ºB

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Kali, o pequeno vampiro, uma curta-metragem que se recomenda! - Plano Nacional de Cinema


Kali, o pequeno vampiro é uma curta-metragem de animação de 2012. Realizado por Regina Pessoa*, este filme de nove minutos foi premiado, em setembro de 2013, pela Academia Portuguesa de Cinema - Gala de Prémios Sophia. Ao todo, já recebeu dezassete prémios.
Kali é a personagem principal, um pequeno vampiro que sonha ser como as crianças e que brinca sozinho, fazendo sombras de animais com a luz da lua. Quando sai de casa, fica escondido a observar as brincadeiras dos meninos e guarda os objetos que eles vão perdendo.
Certo dia, num gesto altruísta, Kali coloca a sua vida em risco, para salvar uma criança. O que irá acontecer a Kali?
Neste filme, que usa a Gravura Digital como técnica de animação, a escolha das cores é intencional: o vermelho representa a vida; o preto, a noite e a tristeza. Quanto ao som, há música, efeitos sonoros e uma Voz OFF que narra a história em retrospetiva.
Gostámos do filme e consideramos a história interessante, pois apesar de triste, espelha a solidão que muitas crianças e jovens sentem (e não só os vampiros).

Comentário a um filme de animação - Texto coletivo realizado na aula de Português pelos alunos da turma G do 8º Ano da Escola Básica Nº 1

*Nota biográfica sobre a realizadora
Regina Pessoa foi reconhecida, recentemente, como uma das melhores realizadoras mundiais dos últimos 25 anos (Animac’2021). Três dos seus filmes fazem parte da lista de filmes do Plano Nacional de Cinema. Nasceu em Coimbra e licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Em 2018, foi convidada para ser membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

sexta-feira, 10 de março de 2023

"Belle"

 

Belle é um filme de Amma Asante, que retrata uma história verídica, inspirada numa pintura de 1779. Além do racismo e da escravatura, um dos principais temas abordados é o machismo tão comum naquela época.
A objetificação feminina na sociedade existe desde o Antigo Egipto. Era (e para alguns ainda é) considerado normal o único papel da mulher na sociedade ser uma esposa, dona de casa e mãe.
Belle foi educada para cumprir regras estabelecidas pelo patriarcado. O mais importante para uma mulher naquela época era arranjar um marido que a pudesse sustentar. Belle, para além de ser uma mulher, era também negra, o que era uma dupla condição desfavorável na alta sociedade.
Séculos se passaram e infelizmente a mulher ainda tem de lutar para conquistar os seus direitos de igualdade face ao homem.
Alice Santos, aluna do 9ºE

O filme é inspirado na pintura de 1779 de Dido Elizabeth Belle ao lado de sua prima Lady Elizabeth Murray e, no meu ponto de vista, revela um acontecimento que, para mim, é um grande avanço em relação ao racismo, por inúmeras razões.
Em primeiro lugar, Dido nasceu escrava e ilegítima, contudo, ela acabou por ser aceite na família dos Murray a pedido de John Lindsay, seu pai. Isto no século XVIII era algo inimaginável.
Em segundo lugar, a decisão de William Murray contribuiu para a abolição da Lei do Comércio de Escravos, no Império Britânico, que permitia o comércio de escravos, o que nunca tal deveria ter acontecido e muito menos ter-se tornado uma lei oficial.
Infelizmente, a abolição desta lei não sanou por completo a prática da escravidão e Dido sofreu muito racismo a sua vida inteira. Sim, Dido sofreu muito pela sua condição, no entanto, a decisão de William Murray foi crucial para a abolição de uma lei que, surrealmente, julgava as pessoas pela sua cor de pele e, como se isso não bastasse, comercializava-as, tornando-as escravas de pessoas abastadas, de pele clara que achavam ser seus donos e que delas se serviam para satisfazer todos os seus caprichos.
Em suma, este filme fala sobre algo que, inacreditavelmente, acontece, e retrata o absurdo do comércio de escravos e sua abolição, que dá lugar à liberdade e igualdade a todo e qualquer ser humano, independentemente da sua cor de pele. Seria ótimo concluir que mudou em tudo a história do racismo, mas ainda há mentes que vivem, em parte, na era de Dido…
Diogo Lobo, aluno do 9ºE

Na aula de Português, visionamos o filme Belle, que retrata a vida de Dido, a filha do capitão britânico John Lindsay com uma escrava africana.
Após a morte da mãe, Dido vai morar com o tio, Lorde Mansfield, para ser criada como uma dama da aristocracia. A jovem apaixona-se pelo advogado John Davinier, mas esse relacionamento irá enfrentar os preconceitos da sociedade inglesa.
Na minha opinião, o filme Belle é muito bom, pois baseia-se na luta contra o racismo e a escravidão que, infelizmente, ainda são atuais.
Em primeiro lugar, acho que faz falta este tipo de filmes, que mostram que somos todos pessoas e que o que importa é o que somos e não a nossa cor ou o nosso estatuto social.
Em segundo lugar, as imagens são incríveis, tal como o guarda-roupa e o elenco. O facto de este filme ser baseado numa história real só o torna ainda melhor.
Por fim, aconselho-o a quem gosta de romances e de história política.
Daniil Kyslyi, aluno do 9ºE

sexta-feira, 3 de março de 2023

Persépolis: a atualidade de uma curta-metragem de animação


No dia 19 de dezembro, a turma G do 9º Ano assistiu, no auditório da Escola Básica nº 1, ao filme Persépolis realizado por Marjane Satrapi.
Esse filme foi selecionado pela equipa do Plano Nacional do Cinema do Agrupamento, porque aborda assuntos atuais, como os direitos humanos, o regime autoritário do Irão, desigualdade de género e exílio forçado, sendo temas que se discutem na sala de aula, por exemplo, nas disciplinas de História e Cidadania e Desenvolvimento.
Durante cerca de 95 minutos, os alunos conheceram a história de Marjane, a menina que, aos oito anos, presenciou uma revolução no Irão e que, aos catorze, foi enviada, pelos pais, para outro país, onde sofreu com a indiferença dos outros por ser estrangeira.

Camila, Rafaela, Larissa e Stéphane, alunos do 9ºG

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Comentário ao filme "Diamantes de sangue"

O filme “Diamantes de sangue”, protagonizado por Leonardo di Caprio, realizado no ano 2006 e baseado em factos verídicos, fala-nos da terrível realidade vivida no período da guerra civil, na Serra Leoa durante os anos 90, ao mesmo tempo que nos transporta para o mundo do tráfico de diamantes que era a principal fonte de rendimento para alimentar a guerra. É um filme impressionante e marcante, sobretudo pelo retrato do regime de escravidão vivido pelas classes mais frágeis depois da ocupação das aldeias pelos rebeldes da R.U.F. (Frente Revolucionária Unida).
Não olhamos para o mundo de forma igual depois de ver este filme, uma vez que somos nós, sociedade consumidora de jóias provenientes da exploração de crianças que acabamos por também financiar os conflitos. O próprio nome do filme remete para um tipo de diamantes que são extraídos de zonas de guerra (principalmente em África), sem que se olhe a meios para atingir os fins. Ver as crianças com armas na mão choca-nos, mas é mesmo essa a intenção do realizador, provocar impacto em nós para alterarmos o nosso comportamento. Embora de forma diferente, podemos encontrar semelhanças entre a situação mostrada no filme e os imigrantes ilegais que chegam aos milhares ao nosso país trazidos por patrões que os vão escravizar, ficando-lhes com os documentos e tendo-os numa dependência total com condições miseráveis. Estas redes de verdadeiro tráfico de pessoas para colheita de produtos hortícolas (como por exemplo em Odemira) movimentam muito dinheiro e também não olham a meios para atingir o lucro.
Concluindo, embora tenha ficado muito sensibilizada pelo filme, sinto-me um pouco frustrada por não ter poder para mudar esta situação. No entanto, fiquei muito mais consciente e alerta para a questão da origem dos produtos que consumimos, porque podem estar manchados de “sangue”.

Alda Correia, aluna do 12º C2

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Ser ou não ser feliz na escola – eis a questão

Ouvi dizer que as crianças e os alunos e as alunas do nosso agrupamento não são felizes na escola. Ouvi falar de uma onda avassaladora e preocupante de infelicidade.
Parto do princípio que esta afirmação assenta em dados concretos e que, sendo assim, há que mudar rapidamente as estratégias do agrupamento no sentido de promover a felicidade.
Deixo uma reflexão pessoal sobre a questão da felicidade.
Em primeiro lugar, o que é ser feliz?
Pois, começa aí a divergência ou a convergência.
Podia transcrever a definição da OMS, mas é demasiado rebuscada para o meu gosto.
Ser feliz, na minha opinião, é simplesmente estar confortável, sentir-se bem e integrado... usufruir dos espaços escolares, ser acolhido, sentir-se parte importante de um coletivo. É retribuir o bom dia e sorrir, é queixar-se a quem de direito, é expressar os sentimentos e as emoções, é ser ouvido, é poder chorar e rir. É poder estar triste e contente. É poder contar com alguém para um abraço.
Em segundo lugar, por que razão algumas crianças não se sentem felizes no espaço escolar?
O espaço escolar assegura um serviço público que, como qualquer outro espaço público, está regulado por um código de conduta que deve ser respeitado por quem o frequenta.
De onde pode vir, então, essa sensação de infelicidade?
Em casa as regras são diferentes? Não existe a promoção de gestos solidários, de condutas sustentáveis sobre os recursos do planeta, sobre alimentação saudável?
Se uma criança estiver exposta a uma alimentação desequilibrada, hábitos de consumo questionáveis, sem regras de comportamento social, regras de higiene que põem em risco a saúde... vai confrontar-se com uma realidade oposta na escola e isso será, obviamente, um fator de desilusão, de infelicidade.
Nessas condições, eu também não quereria ir para a escola. Sair da zona de conforto é desagradável e, por vezes doloroso.
A escola pode e deve sinalizar todas as situações de risco, nas diversas vertentes, mas não tem meios, nem competência, para agir sobre o perfil das famílias e para o modificar.
Sempre que é imputada à escola a resolução de problemas que não são da sua competência, é um erro crasso, que não resolve nenhuma situação e cria nas famílias a expetativa de que o sistema educativo tudo resolve ou deveria resolver.
A escola deveria ser um espaço inclusivo e de proteção. Deveria! Mas só o poderá ser quando a mesma for dotada dos meios, em termos de recursos físicos e humanos, que garanta essa inclusão. E estou a falar apenas do processo de ensino e de aprendizagem, porque a parte social e de resolução dos problemas graves que muitas famílias enfrentam (desemprego, baixos salários, más condições de habitação, endividamento...) não são competência da escola. Sim, a escola oferece o lanche da manhã, uma refeição quente à hora do almoço e o lanche da tarde às crianças dos jardins de infância e aos alunos do 1º ciclo. Não entrega o jantar quente em casa dos estudantes? Não, ainda não. Entretanto, questiona-se a ementa do refeitório, supervisionada por nutricionistas?
Por isso, associações de pais, foquem-se no que é importante e sejam assertivas no que condiciona a felicidade dos educandos e das educandas dos vossos e das vossas associados(as). O problema não está na escola. O problema é muito mais complexo e a escola procura, e no caso do nosso Agrupamento, faz de tudo, para minorar, mas não tem condições, nem competência para o resolver.
A felicidade não se alcança com ações de “building team”. Primeiro, porque são dirigidas para quem tem já consciência de todas estas variáveis e, segundo, porque o menor ou maior índice de felicidade das nossas crianças e jovens se decide e se constrói diariamente nas salas de aula, com os professores e as professoras, e nos espaços de recreio com o apoio dos e das Assistentes Operacionais.
Ser feliz na escola? Acredito sinceramente que muitas das crianças e jovens, que nos preocupam em termos sociais, são mais felizes na escola do que em casa.
Se as nossas crianças disserem que gostam dos recreios e que estes são a melhor parte do dia escolar, significa que são felizes. Se disserem o contrário, é porque a escola está errada e temos de rever tudo. Dispostos a fazer um questionário muito simples de avaliação?

Salomé Correia, docente do Agrupamento de Escolas da Lousã

Projeto "Vitamina N (Natureza)"

Estando pela primeira vez a lecionar no Jardim de Infância da Lousã, deparo-me na chegada, no meu primeiro dia, com uma área no exterior, logo à entrada do Jardim de Infância, a fazer lembrar uma mini Escola da Floresta. Esta área, o “Pinhal”, como já havia sido apelidada, conta com várias árvores, chão natural (de terra e pedras) e equipamentos que, soube depois, terem sido implementados num esforço conjunto entre Pais, Agrupamento e Autarquia. Uma área que é um verdadeiro convite ao brincar na Natureza! Conhecendo depois melhor todo o espaço exterior do Jardim de Infância, verifico que não existe uma só área, com tão excelentes características, mas seis áreas no total. Todas haviam sido melhoradas, com o apoio dos parceiros educativos, e, apesar de ser necessária alguma manutenção, o convite à exploração e ao brincar livre, não podia ser descurado. Estas áreas, e principalmente as crianças(!), mereciam muito mais tempo de atenção e exploração, do que simples “tempo de recreio”.
Eterna escuteira que sou, inspirada pelas práticas das Nature e Forest School, seguidora do Mestre Carlos Neto e voluntária em Associações de Educação Ambiental, com sessões diárias na floresta, o meu Eu não me permite vivenciar a minha prática pedagógica “só” dentro das quatro paredes da sala que me está destinada neste ano letivo.
Temos o espaço, temos as condições mas… surge a questão “E as famílias? Será que aceitam? Vão colaborar com os equipamentos necessários para que as crianças brinquem confortavelmente no exterior, mesmo em dias de chuva? Aceitarão de bom grado as roupas sujas no final do dia?”.
Na minha perspetiva, tudo se resolve através do diálogo e, na primeira reunião de apresentação da Educadora às Famílias, foi também apresentado o Projeto de Turma “Vitamina N(Natureza)!”, um projeto de experiências sensoriais ao ar livre, mesmo em dias de chuva, e consciência ambiental, que pressupõe o aumento das atividades vivenciadas pelas crianças no espaço exterior. O Projeto foi aceite de uma forma excelente por todos! Tem existido uma ação concertada de sensibilização ao tema e preparação de todas as condições logísticas necessárias. Uma verdadeira atividade em parceria que não podia deixar as crianças mais felizes!

Deixo-vos o testemunho das famílias da Turma E, do Jardim de Infância da Lousã, sobre este Projeto.

"Este ano fomos surpreendidos com um desafio da educadora dos nossos filhos – o projeto Vitamina “N” (“N” de natureza) que, na prática, significa um contacto mais próximo com a natureza, inclusive nos dias de chuva.
Esta ideia de os nossos filhos andarem à chuva foi acolhida por uns com grande satisfação, por outros com algumas (ou até bastantes) reservas, pois temia-se que os miúdos ficassem doentes…
Apesar das reservas ninguém recusou a experiência e, após a aquisição dos fatos apropriados para o efeito, lá chegou o primeiro dia em que as nossas crianças foram brincar debaixo de chuva.
Os miúdos adoraram… chegaram a casa extasiados… super felizes e nenhum deles ficou doente por causa disto.
A felicidade dos nossos filhos vai-nos ajudando a “baixar a guarda” e começamos a perceber que, afinal, estas brincadeiras à chuva são muito gratificantes para eles."

Alguns dos pais continuam com algumas reservas, tal como refere uma das mães “Como mãe galinha, continuo com algumas reservas, porque é isso a que estamos habituados também: querer proteger os nossos pequenos. O que às vezes fazemos até em excesso.” Mas acrescenta: “O que sei do projeto é que a minha filha adorou, veio para casa super feliz. Brincar à chuva é uma novidade para ela.”

Para outros a escola deveria sempre assim: “Ver o meu filho com as unhas sujas, cabelos desalinhados, roupa cheia de terra, mas sempre com um grande sorriso e brilho nos olhos, deixa-me tão feliz! Especialmente porque estamos a falar de uma escola pública, na maioria das vezes formatada para os miúdos passarem o tempo dentro de quatro paredes! Viva a terra! Viva a chuva! Vivam os educadores que não têm medo das atividades que dão trabalho, mas que deixam marcas muito positivas na construção do "eu" das crianças!

Em suma, o balanço é muito positivo. Seria bom que outras turmas desenvolvessem esta atividade.
Neste momento, os nossos miúdos rezam para que volte a chover em breve !!!

Teresa Saramago, educadora da turma E, Jardim de Infância da Lousã

domingo, 18 de dezembro de 2022

Consequências da massificação cultural

“Uma das consequências que resultam da massificação cultural tem que ver com as pressões da despesa competitiva e do consumo ostentativo, que estão a transformar a abundância de alguns na exclusão social de muitos. Esta situação é potencialmente geradora de conflitos e tensões sociais”.
A massificação é um processo de crescimento em que muitas pessoas adotam valores e produtos que até aí eram só acessíveis a grupos restritos de pessoas. Ao longo do tempo, foi envolvendo vários setores como a música, a literatura, a moda e, mais recentemente, as redes sociais. Esta situação tem originado diversos comportamentos das massas que, na minha opinião, estão muitas vezes na origem dos problemas sociais que observamos hoje.
As pessoas idealizaram estilos de vida que observam nos outros e que desejam para si. A globalização, com o desenvolvimento das tecnologias de informação permitiu o acesso à “cultura global”, em que quase todos podem contactar com os elementos culturais de outras sociedades e torná-los parte da sua própria cultura. Desta forma, os padrões de consumo culturais adquirem hoje uma importância extrema, que influencia o comércio global que tem de dar respostas a um mercado cada vez mais massificado. Por exemplo, com a facilidade de influenciar os jovens nos dias de hoje, vendem-se cada vez mais produtos iguais em diferentes partes do mundo, com uma crescente homogeneidade cultural. São tidos como modelos blogers, influencers ou youtubers das mais variadas regiões do globo, que muitas vezes são instrumentalizados pela indústria de marketing e publicidade. Se por um lado o acesso massificado aos bens e à cultura é algo muito positivo, por outro lado, tem levado as pessoas a tomar atitudes competitivas e consumistas para além das suas reais possibilidades. Quando não conseguem realizar os seus objetivos sentem-se frustradas, desanimadas e muitas vezes insatisfeitas, pois quem não tem acesso às tecnologias sente-se excluído como se houvesse um muro digital. O consumo ostentativo exerce uma pressão muito grande sobre as pessoas e hoje percebemos que a pobreza e a exclusão social crescem devido a este consumo, uma vez que o acumular de dívidas entre os consumidores é cada vez maior e nem sempre para despesas consideradas essenciais. Este ambiente consumista gera desentendimentos e choques de culturas que provocam tensões sociais. Outra consequência da massificação cultural é o risco de desaparecimento ou mistura de tradições, costumes e culturas de povos, levando a crises de identidade das populações.
Em suma, na minha opinião, todos devemos estar muito atentos aos desafios que a massificação cultural trouxe, mas é inegável que o facto de permitir o acesso democratizado à informação, aos acontecimentos, conhecimentos e entretenimento, é algo de muito positivo e que não deverá desaparecer.

Alda Correia, aluna do 12º C 2

sábado, 10 de dezembro de 2022

Inclusão de pessoas com doenças/síndromes no mercado de trabalho

Hoje em dia as pessoas com deficiências/síndromes não têm igualdade quando se trata de ter uma oportunidade na cadeia de emprego.
Na minha opinião, as limitações dessas pessoas até podem dificultar as tarefas que tenham de realizar, mas as mesmas podem ser minimizadas, se forem feitas algumas mudanças nos locais de trabalho.
Um exemplo disso é criar rampas de acesso e alargar portas para pessoas paraplégicas, que é exatamente o que Alexandre Carvalho, entre outras informações, apresenta: “Dentre os maiores obstáculos que os deficientes enfrentam, estão o preconceito por parte dos colegas de trabalho, a necessária adaptação de ambientes de trabalho, como rampas e alargamento de portas, e a dificuldade de comunicação com pessoas cegas e surdas.”
A inclusão não se resume a uma simples contratação. Requer, sobretudo, preparação da própria organização para que sejam alcançados resultados de sucesso, ou seja, deve ser feita uma seleção específica para uma pessoa específica, no caso com uma deficiência específica.
Alguns exemplos dessa adequação podem começar na entrevista, fazendo-se uma avaliação das competências para a função, da capacidade da pessoa para o exercício da atividade, mas tendo muito cuidado e sensibilidade ao exigir experiência anterior.
Em suma, é importante serem feitas as alterações necessárias para avaliar o currículo e desempenho da pessoa com deficiência/síndrome posta em causa.
Estará a nossa sociedade preparada para acrescentar bom senso e sensibilidade às escolhas que tem de fazer no momento de contratação?

João Santos, aluno do 8ºD

Na atualidade, é possível observar que ainda não existe uma grande integração de pessoas com doenças, síndromes ou deficiências. Cada vez mais, o mercado de trabalho tem vindo a tornar-se mais tolerante às diferenças, mas será que esta aceitação se aplica a todos?
Pessoalmente, achamos que as entidades empregadoras podem e devem procurar integrar pessoas com os problemas acima referidos nas suas empresas.
Pensamos que seria positivo integrá-las no mercado de trabalho, porque, desse modo, estas, que possivelmente se sentem muitas vezes insuficientes ou incapazes, sentir-se-iam mais valorizadas a nível profissional e pessoal.
Por outro lado, seria prático, pois passaria a existir um maior número de trabalhadores disponíveis. Claro que é importante referir que, ao aceitá-las, teria de haver mais controlo e supervisão sobre elas e também uma seleção bem pensada das tarefas que executariam, dependendo das suas dificuldades.
Podemos concluir que é necessário e vantajoso tomar atitudes para que haja uma maior integração de pessoas com doenças, síndromes ou deficiências no mercado de trabalho. E tu, o que pensas sobre esta integração? Achas que será benéfica? O que farias para integrar estas pessoas?

Rita Mendes e João Melo, alunos do 8ºD

Hoje em dia, há falta de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Na nossa opinião, deve haver mais oportunidades e igualdades para com aqueles que padecem de algum tipo de doenças/síndromes. Para isso, a entidade empregadora deve ter sensibilidade e tomar todas as precauções necessárias, sabendo qual o nível de deficiência para adequar as tarefas de cada trabalho.
Em primeiro lugar, achamos que deve haver maior inclusão no mundo do trabalho de pessoas com deficiência, pois essa atitude vai motivar cada vez mais empresas a contratar mais funcionários com dificuldades, aumentando a inclusão, como tão bem é mostrado no vídeo da Campanha da Coordown.
Porém, ainda há empregadores que se sentem receosos e inseguros perante esta questão, no que toca, por exemplo, a trabalhos delicados como cozinhar ou cortar cabelo.
Em suma, pensamos que deve haver mais adesão de empregadores à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Só assim, teremos uma sociedade mais justa na qual todos têm o seu lugar por serem vistos com os mesmos olhos que respeitam as diferenças. A nosso ver, com boa vontade, as empresas terão a capacidade de ter o cuidado com o tipo de doença/síndromes apresentados para adequar o trabalho.

Gabriela Agostinho e Flávio Henrique, alunos do 8ºD

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Antropofagia social hoje como no passado!

A crítica de Padre António Vieira no Sermão de Santo António aos Peixes é uma crítica atemporal que escalpeliza a exploração no Brasil durante o século XVII. Assim como no passado, ainda hoje, infelizmente, continuam a observar-se frequentemente comportamentos reprováveis.

Em primeiro lugar, nos dias de hoje, há muitas pessoas vaidosas que apenas se importam com as suas aparências e não com o bem-estar dos que as rodeiam, acabando por ser arrogantes e inferiorizar os mais desfavorecidos, o que acaba por ser irónico, uma vez que estamos numa sociedade onde, diariamente, se luta ou deveria lutar pela igualdade de direitos. Também nos dias de hoje, vivenciamos profundas injustiças, por exemplo, ao nível da justiça, onde muitas vezes, os mais poderosos, com mais capacidades financeiras, subornam os juízes e órgãos da justiça, ganhando vantagem relativamente aos mais humildes, os mais honestos. É de “cortar o coração”! Além dos exemplos que referi anteriormente, vivemos numa sociedade profundamente consumista, que apenas pensa em bens materiais; uma sociedade que tem a necessidade de explorar o outro, os mais fracos, para proveito próprio. Como exemplo disto, temos as grandes empresas de roupa, onde os mais desfavorecidos, os que precisam de dinheiro para sustentarem as suas famílias, são submetidos a condições de trabalho horríveis: muitas horas de trabalho, nalguns casos, sem dia de descanso semanal e com um salário tão baixo que, muitas vezes, nem dá para todas as despesas. Isto porque, os mais vaidosos, os mais consumistas, os mais gananciosos precisam de ter mais de cinquenta casacos diferentes no armário, isto porque é vergonhoso uma pessoa com dinheiro andar mal vestida

Concluindo, como pessoas ativas na sociedade, devemos fazer alguma coisa para acabar com estes comportamentos que arrasam com o humanismo e desarmar esta antropofagia social, onde os mais humildes são “comidos” pelos mais poderosos. Enfim… não sejamos como polvos, voadores, roncadores e rémoras nesta sociedade! Usemos a nossa revolta perante estas desigualdades para fazer a diferença em prol de uma sociedade mais justa!

Beatriz Serra, aluna do 11ºA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Cinanima - textos de opinião

Após a visualização de algumas curtas-metragens, alguns alunos do 9ºF deram a sua opinião:


A curta-metragem que escolhemos foi a «Esperança de vida», pois foi interessante e bastante engraçada. Fala de um casal que queria a casa de uma idosa, só que esta, que tinha fingido estar já muito debilitada, afinal está ainda cheia de energia e de saúde. Esta aventura é divertida, já que o casal, apesar de tentar pregar partidas à senhora, nunca consegue ganhar.

Ana Catarino e Rute Ribeiro



A curta-metragem que escolhemos foi a “Alternativa Mesozóica”, pois era muito divertida. A parte do filme de que gostámos mais foi aquela em que estavam a fazer um filme e o dinossauro começou a destruir tudo. Nós gostámos das cores usadas e do facto de ser em 3D. Aconselhamos muito a que o vejam.

Duarte Santos, Miguel Azevedo e Leonardo Vicente

“Airborne” é uma curta de animação, em 2D. Foi feita na Polónia por Andrzej Jobczyk. Esta animação, muito bem construída, fala sobre o mundo das máquinas voadoras estarem unidas ao reino da fauna. É uma história sobre a paixão, as suas raízes, e que nos diz o que temos de perder para renascer.
O que eu mais gostei nesta curta de animação foi das cores que usaram e, principalmente, da mensagem que nos quer transmitir: por mais que estejamos tristes com a perda de pessoas, de animais ou até de objetos importantes, iremos encontrar a felicidade novamente.

Patrícia Simões


“A avó mais aborrecida do mundo inteiro”. Esta curta de animação conta uma história de uma avó que se prende muito ao passado e às pessoas que já não estão vivas. Um dia, quando ela adormece no sofá, a sua neta finge o seu funeral, então, ambas passam a perceber que não vale a pena lamentar os que já não estão cá, pois o mais importante é recordar os bons momentos vividos. A partir dessa altura, avó e neta decidem criar novas memórias que perdurem quando já não puderem estar juntas.

Vanessa Oliveira

"Adolfo e o seu plano maquiavélico"

Para assinalar o "Dia das Bruxas", o Plano Nacional de Cinema em articulação com a RTP Ensina propuseram às escolas o visionamento, em livre acesso, do filme de animação "Adolfo" de João Carrilho, um realizador freelancer que adiou a faculdade para descobrir a animação.
Com narração de Carlos Nobre, esta curta-metragem de animação, com a duração de oito minutos, conta a história de um rapaz que não gostava da escola nem de ninguém e que cria um plano maquiavélico para dominar o mundo.
O filme, produzido em 2012, parte de uma ideia de João Carrilho com argumento de António Monteiro, João Carrilho, Daniela Nunes e Tiago Alves, e foi apresentado, pela primeira vez, a uma plateia infantil, no festival IndieLisboa.
Nesta curta-metragem de animação, que recorre à técnica Stop Motion, os efeitos sonoros e as cores contribuem para o suspense e a vertente assustadora do filme. Logo no início, há escuridão e elementos sombrios, silhuetas de árvores e casas com aspeto de abandono. Este ambiente mantém-se e, a determinado momento, a utilização preferencial do branco e do preto poderá, também, ser associada a uma ideia de tristeza, traduzindo o estado de espírito da personagem principal. Não há falas de personagens, mas, apenas, uma voz off (do narrador), uma voz grave (que torna tudo mais assustador), com vocabulário cuidado e que facilita a compreensão da história, mas prejudica, por vezes, a audição de alguns efeitos sonoros (passos, sons dos objetos a cair, ...).
Quanto ao argumento, Adolfo (personagem principal) é um rapaz reservado, que não deixa transparecer os seus sentimentos. Tem uma inteligência superior, mas não se interessa pela escola (que parece não o aceitar). Sendo diferente, é vítima de bullying. Conta, apenas, com dois amigos: Maria Cabrita, uma rapariga grande e forte, simpática, amorosa e protetora, que age por impulso e movida por uma amizade cega (que Adolfo explora), e Piloto, uma galinha que age como um cão.
O rapaz não revela a sua amargura pela situação, mas cria um plano maquiavélico para conquistar o planeta. Ao pô-lo em prática, tudo parece correr como previsto, mas Piloto irá atrapalhar, de forma irremediável, as suas intenções, fazendo com que a invenção de Adolfo (um íman que move a Lua, altera as marés e provoca inundações) se volte contra ele próprio.
"Adolfo" é um filme com uma mensagem positiva que ensina que o mal não é o caminho (o mal gera mal e Adolfo será vítima da sua invenção) e que pode ser um aviso para a nossa conduta… 
A história aborda uma situação atual, a de haver jovens que vivem “fechados” sobre si próprios, quando não são compreendidos nem aceites pelos outros, e que querem vingar-se, dominar o mundo, para serem conhecidos. Denuncia comportamentos impróprios entre colegas de escola e serve de alerta para comportamentos desviantes.
                                                                      
"Adolfo" é um filme diferente que se estranha, ao princípio, …

Recomendamos o filme porque é engraçado, sobretudo para quem gosta de filmes de terror e de sustos. Enquadra-se no tema "Dia das bruxas", pelas cores, narração e música de suspense, e a personagem principal é um pouco assustadora, assim como os seus pensamentos, intenções e ações.

Avaliamos o filme com três estrelas e convidamos a Comunidade Escolar a assistir em https://ensina.rtp.pt/artigo/adolfo/ .

Texto coletivo da Turma G do 7.º Ano

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

A felicidade

A felicidade não se explica, não se apalpa, mas sente-se. Entra e sai e fica o tempo que quisermos. Ela é feita de uma mistura de pozinhos de perlimpimpim com bocadinhos de arco-íris.
A felicidade não é um presente nem a vinda do Pai Natal ou da Fada dos Dentes. A felicidade não depende só do sol, das férias, dos fins de semana, do chegar a casa depois da escola.
Ser feliz é ouvir música, é sentir a brisa do vento no rosto, é saborear um gelado de chocolate, é escrever e ler histórias, é rir dos meus próprios disparates.
Ser feliz é ter uma família e amigos. É olhar para as coisas mais simples e pequenas da vida e aprender a sorrir com elas. Ser feliz é isso. É algo de valor que se planta, cultiva e rega com amor…

Ana Lopes, 8ºI

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Alunos do 6ºC dão música!


No dia 11 de outubro, pelas 10h40, os alunos do 6º C da Escola Básica Nº2 da Lousã realizaram uma apresentação musical na biblioteca escolar, no âmbito da comemoração da “Semana da Música” com a presença de pais e familiares que encheram a nossa biblioteca. Para celebrar a importância da música, numa articulação entre as professoras de Educação Musical, Componente Educação Artística e Português, os alunos treinaram em Educação Musical várias peças musicais estudadas durante o ano letivo 2021/2022 e recordaram, na aula de Português, a estrutura do convite. Cada aluno fez um convite individual que entregou a pais/familiares, onde eram convidados a assistir à atuação da turma.
Para a plateia presente, os alunos deram voz a cinco músicas, sendo uma delas tocada por eles usando a flauta. A sua apresentação incluiu os temas “Música”; “Hino da Alegria”; “Frère Jacques”; “Alegria nas nuvens”, cuja letra é da autoria do 6º C, e “Gotinha de água”.
Apesar do nervosismo, a atuação correu muito bem e foi uma boa oportunidade de mostrarmos as atividades que desenvolvemos na escola.

Elisa Marques; Francisco Maria; M.ª Luísa Duarte; Lara; Tiago e Gustavo, Lourenço, Beatriz Érica e Bruna do 6ºC

terça-feira, 7 de junho de 2022

O papel do cinema na atualidade


“O cinema é uma arma que denuncia e nos faz pensar”1
Esta afirmação é verdadeira, porque o cinema é uma forma de expressão artística que expõe os problemas reais da sociedade, o que nos obriga a pensar sobre eles.
Por um lado, existem muitos filmes que abordam temas importantes, como por exemplo: racismo, machismo, discriminação, entre outros. Ao expor estas situações, o cinema serve para criticar/denunciar a existência de atitudes que provocam mal-estar e sofrimento nas pessoas.
Por outro lado, quando somos confrontados com estas situações, somos obrigados a pensar sobre elas e apercebermo-nos que elas existem na nossa sociedade.
Assim, quando vemos um filme, devemos estar atentos à mensagem que nos quer transmitir.
1 António Gaio

Leandro Serra, 8.ºF, n.º15

O cinema não serve apenas para o entretenimento e diversão, também serve para aprender e alertar.
Existem filmes que ao retratarem determinados temas, como aquele que vimos nas aulas ("Páginas de liberdade"), denunciam problemas que existem na nossa sociedade, como por exemplo: a violência doméstica, o racismo, as drogas, a corrupção, entre outras.
Quando nós somos confrontados com estas situações somos como que obrigados a pensar sobre elas e apercebemo-nos que muitos desses acontecimentos, que vemos no ecrã, também, se passam á nossa volta.
Logo, o cinema é um meio de transmissão da realidade que chama a atenção sobre causas importantes que nos dão que pensar.

Mariana Simões, n.º19 8.ºF


Será o Cinema, como disse António Gaio, “uma arma que denuncia e faz pensar”?
Primeiramente, o cinema pode desempenhar um papel muito importante na apresentação de factos e acontecimentos que, de outra forma, não conheceríamos de um modo tão aprofundado ou, então, nem saberíamos que existiam. Um exemplo desta situação são os filmes inspirados em factos reais, como aqueles que retratam o holocausto, o racismo e a discriminação contra as mulheres.
Em segundo lugar, o cinema é como uma arma porque permite informar, mostrando realidades por vezes chocantes.
Finalmente, o cinema faz-nos pensar, pois leva-nos a refletir sobre o mal que algumas pessoas fizeram e fazem, sobre o que outras sofrem e têm de enfrentar no seu dia a dia.
Em conclusão, os filmes, quando bem realizados e com um bom argumento, podem ser essenciais para modificar comportamentos e alertar consciências.

Miguel Azevedo, 8.ºF, n.º 21


Imagem:Freepik

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Existências indolentes


Mariana Fé,12ºB

Deambulamos pela vida, vivemos sem regozijo, abandonamos precocemente a jovialidade, a vitalidade e o fervor humanos. Errantes, caminhamos negligentemente pelas estradas lúgubres que a sociedade traçou para nós - e depois apelidamos-lhe de destino. Recheamo-nos de dormência, envolvemo-nos na mais nefasta esfera de letargia, limitamo-nos a flutuar, melancólicos e sorumbáticos - e ainda temos a audácia de chamar a isto viver.
Tanta gente que nos olha e, contudo, tão pouca que nos consegue ver. O que é feito daquele anseio de viver tanto quanto a alma suportasse, o que aconteceu àquele diletantismo fatal que vemos gravado nos heróis românticos dos clássicos encostados ao fundo da prateleira?
Vivemos uma meia vida a nossa vida inteira: comemos, dormimos, trabalhamos. Dizemos que fazemos tudo isto e, no entanto, fazemos isto apenas. Desperdiçamos oportunidades, experiências, vivências, descuramos essa efémera dádiva que nos foi concedida. Sobrepomos a chamada cultura, o conhecimento e o ofício às nossas necessidades humanas intrínsecas, básicas, necessárias ao espírito, necessárias à alma.
Antes roçava-se o capricho, agora mergulha-se no entorpecimento - humanamente mole e ocioso. Já nada entusiasma, já nada dececiona, e apenas se reconhece essa inerte azáfama incessante que teimamos em perpetuar.
As pessoas já não ambicionam a vida, e a vida já não almeja as pessoas. Há quem culpe a sociedade, mas não nos esqueçamos que nós fazemos a sociedade; não sei quanto ao resto, mas eu cá não quero ser culpada pela minha própria infelicidade.
*Imagem: Freepik


quinta-feira, 7 de abril de 2022

Tens o poder de construir o amanhã, com uma nova direção!


Beatriz Vaz, 12ºB

Quem, para além de ti, escolhe o teu caminho?! Quem, melhor do que tu, sabe qual a estrada em que faz sentir-se o Sol?! Quem? Será repetir-me ao constatar que és tu. Sim, tu, que lês estas palavras!
Que venham os dias desprovidos de felicidade, que tentam fazer morada nesse coração e te impedem de esboçar o sorriso que habitualmente surgia. Não te assustes, permite que se tornem uma passagem, para que sejas capaz de ser tu, sabendo que te podes apresentar ao mundo com autenticidade. Para que reconheças que esse agora não é o certo e consigas caminhar, mesmo sem certezas de onde possas colocar os pés. Deixa que se faça sentir a tristeza e entendas que tens forças para a superar e que vais ter de mudar de sentido toda a vez que assim entenderes. Vai… sem medo de tropeçares.
Só cabe em ti o poder de ser feliz e terás, certamente, de o procurar de acordo com aquilo que sentes, para que descubras uma nova direção e te reste a firmeza de que o dia, que ainda está a aprender a andar, surja triunfante. É, no fundo, aprenderes que, após uma despedida invadida de dor, há muito que pode erguer-se.
Será uma paragem importante para percebermos que, afinal, somos o início de tudo!

Imagem: Freepik

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