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sábado, 2 de dezembro de 2023

Regime Democrático

Tendo raízes na antiga Grécia, principalmente em Atenas, os regimes democráticos foram evoluindo e a democracia é um dos sistemas políticos mais prevalentes e influentes no mundo atual, sendo também o regime que apresenta melhores resultados.
Em democracia, o poder político emana do povo e os cidadãos têm o direito de escolher os seus líderes e de participar na tomada de decisões; todas as pessoas, incluindo governantes e cidadãos, estão sujeitas à lei, garantindo-se, supostamente, a justiça e a igualdade perante a mesma. Os regimes democráticos protegem os Direitos Humanos, individuais e coletivos, bem como a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, direitos civis, entre outros. Todos estes aspetos constituem vantagens que tendem a gerar melhores condições de vida.
Apesar das referidas vantagens, há a considerar também algumas desvantagens, que se impõem como desafios: a corrupção, por exemplo, pode minar a confiança na democracia, enfraquecendo a integridade das instituições; a polarização extrema da política pode levar à paralisia governamental e à incapacidade de alcançar consenso; a disseminação de notícias falsas e a manipulação da informação podem distorcer o debate público e influenciar as eleições.
São considerados importantes os factos da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 enfatizar a importância da democracia na promoção dos direitos humanos e da democracia assumir muitas formas, desde a democracia direta, onde os cidadãos votam diretamente em questões, à democracia representativa, onde os cidadãos elegem representantes para tomar decisões em seu nome.
São exemplos práticos: os Estados Unidos, uma democracia representativa de um sistema de governo federal; a Alemanha, uma democracia parlamentar com um sistema multipartidário, e a Suíça, uma democracia direta, onde os cidadãos votam frequentemente em referendos para tomar decisões importantes.
A meu ver, apesar das diferenças de país para país, a perfeição global será sempre uma “utopia” e os desafios contemporâneos exigem vigilância constante para proteger e fortalecer a democracia em todo o mundo. A democracia é um sistema político complexo, mas fundamental para a proteção dos direitos individuais, o desenvolvimento das nações e a promoção da paz global.

Vitória Almeida, aluna do 10ºB

A escravatura

Toda a gente sabe o que é escravatura, mas será que sabemos ao certo o porquê e onde tudo começou?

Os primeiros indícios da escravatura começaram na altura dos egípcios. Depois, a partir do séc. XV começou-se a fazer disso negócio, principalmente nos países europeus. Portugal e Espanha começaram a escravizar povos africanos e a Inglaterra, Holanda e França foram logo atrás.

A partir de 1445, a feitoria portuguesa em Arguim iria retirar de África mais de 15 milhões de pessoas em 400 anos e alguns exploradores afirmam que o número de pessoas retiradas de África pela escravatura passou dos 100 milhões.

Na altura, os europeus não queriam saber dos africanos, pois, para eles, os negros só serviam para trabalhar. No séc. XVI, os portugueses mantinham a rota dos escravos que consistia em levar africanos para o Brasil e alguns para Portugal.  Eram transportados em condições inimagináveis, dormindo no mesmo sítio em que faziam as necessidades e comiam. Os que chegavam vivos e não contraíam doenças, após seleção, eram vendidos. Desta forma, as pessoas que os vendiam conseguiram ter bons lucros. Os trabalhos a que eram destinados eram, por exemplo, o trabalho nas plantações de cana de açúcar, no algodão, no café e outros, o que não era nada fácil!  Tinham de trabalhar sob um sol intenso, com uma alimentação insuficiente e sem descanso, o que fazia com que muitos morressem a trabalhar.  Também eram forçados a ter relações sexuais com pessoas que não conheciam, sendo escolhidos os homens com bons genes que eram forçados a  inseminar mulheres para haver uma reprodução útil para o trabalho. Por estes exemplos, podemos ver que eram tratados como animais! Quando os donos de empresas começaram a perceber que podiam comprar pessoas sem ter de lhes pagar o salário habitual, começou a haver muito desemprego. E o que era a fonte de rendimento de muitas famílias também desapareceu, devido à prática da escravatura.

As pessoas falam da escravatura só no passado, mas a escravatura ainda existe nos dias de hoje, mesmo sendo crime! Há muitas pessoas que vêm de outros países procurar uma melhor vida e acabam a ser escravizadas pelos patrões que lhes prometem bons salários e tudo isso, mas as deixam a viver em condições desumanas. Um desses casos de escravatura aconteceu recentemente, por exemplo,  no Qatar onde pessoas foram “utilizadas” para construir estádios para o mundial de 2022.

Essas pessoas eram postas a trabalhar mais horas do que o permitido e sem condições de vida dignas. Muitas chegaram a falecer! Outro exemplo aconteceu no Brasil, onde Madalena Gordiano, que tinha apenas 8 anos, quando foi escravizada na casa de uma mulher: não recebia nada por arrumar, limpar, entre outras atividades, e nem tempo de descanso tinha. Quando foi resgatada era já uma senhora de 47 anos.

Para concluir, eu acho que a escravatura é uma das mais cruéis realidades da responsabilidade do homem! Se formos a ver, essas pessoas, que tinham a sua vida, a sua família e que eram inocentes, perderam isso tudo por causa da ganância dos povos mais evoluídos aproveitando-se delas por não serem tão «evoluídas». Mas quando falo do passado, também falo de hoje em dia, dos casos de escravatura nos quais pessoas com mais poder se aproveitam dos mais “fracos”.


Bernardo Ramalheiro, aluno do 10ºB

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