sábado, 3 de dezembro de 2022

"Uma festa impossível"

Era uma vez, uma princesa chamada Lizzie que vivia num Castelo muito distante. Os pais dela eram muito conhecidos, encontravam-se com milhões de pessoas todos os dias! Mas a princesa não tinha assim tanta popularidade. Não tinha amigos e era gozada, todos os dias, na escola. E não conseguia dizer aos pais o que se passava! Tinha receio que, se dissesse, eles se zangassem com ela e a popularidade dos seus pais acabaria rapidamente! Tinha um cão chamado Pepitas, que era o seu melhor amigo.
Chegou o dia do aniversário da princesa. Toda a gente do castelo estava entusiasmada, exceto ela. Os seus pais planearam fazer a maior festa de sempre para celebrar os 16 anos de Lizzie. O tema escolhido para a festa foi «cães». Havia duas mesas gigantes e uma pista de dança. Os copos, os garfos, as facas e os pratos eram de ouro e as paredes estavam decoradas com quadros de cães, muito caros, assinados por pintores célebres. Pela manhã, a rainha entregou os convites à Lizzie e disse:
- Minha filha, dá estes convites a todos os teus amigos da escola.
Como é que ela iria distribuir tantos convites por ninguém? Até pensou dar um ao seu cão, mas não podia! Chegou a hora da festa. Lizzie estava muito assustada por ter de dizer aos pais que não tinha amigos e que não convidara ninguém da sua escola. A rainha viu a sua filha sozinha e perguntou lhe:
- Querida, por que estás sozinha? Nenhum dos teus amigos está contigo?
- Mãe – disse ela – eu não tenho amigos! Não convidei ninguém para a festa! Tenho aqui todos os convites que me deste. Não consegui distribuir, pois como sabes, é impossível dividir por zero.
- O quê? Ninguém pode saber disto! Se alguém souber, a nossa popularidade vai abaixo e nunca mais seremos aceites na Convenção de Reis e Rainhas do mundo! - respondeu a rainha, aflita.
Dito isto, a rainha e a sua filha prometeram nunca dizer a ninguém o que se passara e nunca mais falar sobre este assunto, vivendo felizes e com muita popularidade.

Tomás Rodrigues , aluno do 7ºA

"Game over"

Numa noite de Halloween estava lua cheia. Quatro adolescentes decidiram fazer “Doçura ou Travessura” e foram para a rua. Ao virar de uma esquina, depararam-se com uma rua longa, escura, vazia e silenciosa. No final da rua, havia uma mansão abandonada a cair aos pedaços. Uma das adolescentes, a Shelley, disse assustada:
- É melhor voltar para trás…
- Shelley, és muito medricas!
De repente, ouvem um guincho.
- Mais alguém ouviu alguma coisa? – pergunta Alexandra, confusa.
- Eu também ouvi, acho que veio da porta da mansão abandonada. – respondeu Laura.
Todas olham em direção à porta que estava totalmente aberta. Shelley diz:
-Não vou entrar nessa mansão, de maneira nenhuma! Provavelmente está assombrada!
- Deve ter sido o vento. – segredou a Laura.
– Meninas, parem de ter medo e vamos entrar! – acrescentou a Letícia, confiante.
– Sim, vamos. Não temos nada a perder! – exclamou a Laura, destemida.
– É melhor não entrarmos, parece muito arriscado. Nunca se sabe o que pode haver lá dentro! – disse Shelley, aterrorizada.
– Certo! Nós as três vamos entrar e tu ficas a vigiar. – respondeu a Alexandra.
As três jovens decidiram então entrar e, logo à entrada, deparam-se com algo inesperado: sangue por todo o lado e uma frase escrita, com sangue, na parede que dizia: «SOCORRO, TENHAM CUIDADO». As três raparigas assustam-se e começam a andar para trás muito devagar e sem fazer barulho. Enquanto isso, lá fora, Shelley ouve um barulho. Entra em pânico e corre desesperada para dentro da mansão. Nessa correria esbarra com as três amigas. A Laura agarra fortemente nos ombros de Shelley e pergunta:
– O que se passa Shelley? Estás tão pálida!
– Estão três fantasmas atrás de mim, eles querem comer-nos, temos que sair daqui rapidamente! – gritou ela apavorada.
Não existem fantasmas. – esclareceu Letícia.
– Shelley, não se pode dividir quatro pessoas por zero fantasmas. É impossível dividir por zero, como aprendemos na aula de Matemática. –explicou Alexandra.
Então Shelley acalmou-se. As quatro adolescentes saíram da mansão e começaram a ver uma luz esbranquiçada, a ouvir um barulho de fundo:
– Pi,pi,pi…
E eis que aparece uma frase num ecrã que dizia «GAME OVER».
– Ah! fogo! O tempo acabou! Logo na melhor parte do jogo! – lamentou Letícia desapontada.

Alexandra, Letícia e Laura, alunas do 7ºD

"As três princesas"

A professora de Matemática das turmas A e D do 7º ano convidou os seus alunos para escreverem uma história que ilustrasse um conceito matemático. Depois, foi convidada a professora de Português. E os alunos, em grupo, pensaram, ajudaram-se… deram asas à imaginação.

É que as disciplinas não são conchinhas fechadas! São peças de um puzzle que tu, aluno, vais construindo. E enriqueces com isso!

As três princesas

A Rita tem três anos e adora princesas. Tem três princesas imaginárias com quem brinca todos os dias.
Certo dia, pediu à mãe para lhe fazer uma dúzia de queques para dividir pelas princesas, ao lanche. Passado uma hora disse à mãe que as princesas já tinham comido tudo. Nesse momento entra o seu irmão mais velho que vê os queques no prato, constatando que ninguém os tinha comido.
Claro que os queques permaneceram no prato, porque as princesas não eram reais e não é possível dividir por zero!

Ana, Diego e Sebastião, alunos do 7ºD

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Cinanima - textos de opinião

Após a visualização de algumas curtas-metragens, alguns alunos do 9ºF deram a sua opinião:


A curta-metragem que escolhemos foi a «Esperança de vida», pois foi interessante e bastante engraçada. Fala de um casal que queria a casa de uma idosa, só que esta, que tinha fingido estar já muito debilitada, afinal está ainda cheia de energia e de saúde. Esta aventura é divertida, já que o casal, apesar de tentar pregar partidas à senhora, nunca consegue ganhar.

Ana Catarino e Rute Ribeiro



A curta-metragem que escolhemos foi a “Alternativa Mesozóica”, pois era muito divertida. A parte do filme de que gostámos mais foi aquela em que estavam a fazer um filme e o dinossauro começou a destruir tudo. Nós gostámos das cores usadas e do facto de ser em 3D. Aconselhamos muito a que o vejam.

Duarte Santos, Miguel Azevedo e Leonardo Vicente

“Airborne” é uma curta de animação, em 2D. Foi feita na Polónia por Andrzej Jobczyk. Esta animação, muito bem construída, fala sobre o mundo das máquinas voadoras estarem unidas ao reino da fauna. É uma história sobre a paixão, as suas raízes, e que nos diz o que temos de perder para renascer.
O que eu mais gostei nesta curta de animação foi das cores que usaram e, principalmente, da mensagem que nos quer transmitir: por mais que estejamos tristes com a perda de pessoas, de animais ou até de objetos importantes, iremos encontrar a felicidade novamente.

Patrícia Simões


“A avó mais aborrecida do mundo inteiro”. Esta curta de animação conta uma história de uma avó que se prende muito ao passado e às pessoas que já não estão vivas. Um dia, quando ela adormece no sofá, a sua neta finge o seu funeral, então, ambas passam a perceber que não vale a pena lamentar os que já não estão cá, pois o mais importante é recordar os bons momentos vividos. A partir dessa altura, avó e neta decidem criar novas memórias que perdurem quando já não puderem estar juntas.

Vanessa Oliveira

Cinanima vai às escolas

Nos dias 7 e 8 de novembro, o Agrupamento de Escolas da Lousã recebeu o 46º Festival Internacional de Cinema de animação de Espinho.
Este festival consiste em dar a conhecer às pessoas algumas curtas-metragens produzidas nos últimos anos. O Cinanima é um dos mais reconhecidos e respeitados festivais internacionais de cinema de animação, em que, anualmente, são exibidas novas obras que se produzem por todo o mundo.
Dentro deste projeto, existem vários programas, sendo um o "Cinanima vai às Escolas”, cujo objetivo é levar a todos os alunos de Portugal e PALOP programas de cinema e animação de autor, com qualidade artística, de produção maioritariamente europeia.
A Escola Básica Nº 1 da Lousã teve o privilégio de receber este festival e os alunos do 9º ano contaram-nos que gostaram muito da iniciativa, tendo apreciado mais umas curtas-metragens do que outras, e que algumas remetiam para um passado histórico.
Algumas técnicas utilizadas nessas curtas-metragens são: 2D e 3D a computador, pintura e desenho sobre acetato. Outra técnica muito dinâmica é o “Stop Motion", que utiliza a estruturação sequencial de diversas fotografias do mesmo objeto inanimado para simular o seu movimento.

Afonso Eusébio, João Fonseca, Luís Lourenço e Tito Simões, alunos do 9ºF

"Adolfo e o seu plano maquiavélico"

Para assinalar o "Dia das Bruxas", o Plano Nacional de Cinema em articulação com a RTP Ensina propuseram às escolas o visionamento, em livre acesso, do filme de animação "Adolfo" de João Carrilho, um realizador freelancer que adiou a faculdade para descobrir a animação.
Com narração de Carlos Nobre, esta curta-metragem de animação, com a duração de oito minutos, conta a história de um rapaz que não gostava da escola nem de ninguém e que cria um plano maquiavélico para dominar o mundo.
O filme, produzido em 2012, parte de uma ideia de João Carrilho com argumento de António Monteiro, João Carrilho, Daniela Nunes e Tiago Alves, e foi apresentado, pela primeira vez, a uma plateia infantil, no festival IndieLisboa.
Nesta curta-metragem de animação, que recorre à técnica Stop Motion, os efeitos sonoros e as cores contribuem para o suspense e a vertente assustadora do filme. Logo no início, há escuridão e elementos sombrios, silhuetas de árvores e casas com aspeto de abandono. Este ambiente mantém-se e, a determinado momento, a utilização preferencial do branco e do preto poderá, também, ser associada a uma ideia de tristeza, traduzindo o estado de espírito da personagem principal. Não há falas de personagens, mas, apenas, uma voz off (do narrador), uma voz grave (que torna tudo mais assustador), com vocabulário cuidado e que facilita a compreensão da história, mas prejudica, por vezes, a audição de alguns efeitos sonoros (passos, sons dos objetos a cair, ...).
Quanto ao argumento, Adolfo (personagem principal) é um rapaz reservado, que não deixa transparecer os seus sentimentos. Tem uma inteligência superior, mas não se interessa pela escola (que parece não o aceitar). Sendo diferente, é vítima de bullying. Conta, apenas, com dois amigos: Maria Cabrita, uma rapariga grande e forte, simpática, amorosa e protetora, que age por impulso e movida por uma amizade cega (que Adolfo explora), e Piloto, uma galinha que age como um cão.
O rapaz não revela a sua amargura pela situação, mas cria um plano maquiavélico para conquistar o planeta. Ao pô-lo em prática, tudo parece correr como previsto, mas Piloto irá atrapalhar, de forma irremediável, as suas intenções, fazendo com que a invenção de Adolfo (um íman que move a Lua, altera as marés e provoca inundações) se volte contra ele próprio.
"Adolfo" é um filme com uma mensagem positiva que ensina que o mal não é o caminho (o mal gera mal e Adolfo será vítima da sua invenção) e que pode ser um aviso para a nossa conduta… 
A história aborda uma situação atual, a de haver jovens que vivem “fechados” sobre si próprios, quando não são compreendidos nem aceites pelos outros, e que querem vingar-se, dominar o mundo, para serem conhecidos. Denuncia comportamentos impróprios entre colegas de escola e serve de alerta para comportamentos desviantes.
                                                                      
"Adolfo" é um filme diferente que se estranha, ao princípio, …

Recomendamos o filme porque é engraçado, sobretudo para quem gosta de filmes de terror e de sustos. Enquadra-se no tema "Dia das bruxas", pelas cores, narração e música de suspense, e a personagem principal é um pouco assustadora, assim como os seus pensamentos, intenções e ações.

Avaliamos o filme com três estrelas e convidamos a Comunidade Escolar a assistir em https://ensina.rtp.pt/artigo/adolfo/ .

Texto coletivo da Turma G do 7.º Ano

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Comemoração do Dia Internacional para a eliminação da violência contra as mulheres


Na passada sexta-feira, dia 25 de novembro, pelas 10h20, decorreu uma pequena representação no átrio do bloco A da Escola Secundária, com o objetivo de comemorar o Dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. Foi dinamizada pelos alunos do Clube Ubuntu com o apoio de professores da equipa Ubuntu.
Num cenário com uma manta preta, no centro da qual estava uma rapariga maquilhada de modo a parecer agredida, os elementos do clube, que estavam à volta, foram-se aproximando, enquanto rasgaram imagens de mulheres vítimas de violência. Este percurso terminou num abraço coletivo à volta da vítima. Uma música de fundo acompanhou o momento. Tratou-se de "Stand up", da banda sonora do filme Harriet, de 2019. Para quem quiser ficar a conhecer ou tornar a ouvir, aqui fica o link https://www.youtube.com/watch?v=sn19xvfoXvk .
Esta atividade contou com a colaboração do CATL – Centro de Atividades de Tempos Livres – da Escola Secundária que elaborou uma faixa que foi colocada no bloco A.

Teresa Fazendeiro, coordenadora da Equipa Ubuntu

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